
A Operação Acolhida, responsável pelo atendimento e interiorização de venezuelanos refugiados na fronteira entre Brasil e Venezuela em Pacaraima, no estado de Roraima, se prepara para receber um possível aumento de migrantes e refugiados após o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela na madrugada deste sábado (3).. No entanto, o fluxo na fronteira ainda está "normalizado, ordenado e seguro", conforme informou.
De acordo com a operação, a fronteira entre Brasil e Venezuela foi fechada pelas autoridades venezuelanas, mas os brasileiros que moram no país vizinho estão autorizados a voltar.
No período da tarde, o ministro da Defesa do Brasil, José Múcio, declarou que a fronteira do Brasil com a Venezuela, no estado de Roraima, está tranquila, monitorada e aberta. O governo disse ainda que não há notícia de brasileiros feridos pelos bombardeios dos Estados Unidos (EUA) contra a Venezuela.
“A fronteira está absolutamente tranquila. Nós temos um contingente já há algum tempo lá de homens e equipamentos. Estamos aguardando que as coisas aconteçam. Vamos aguardar a entrevista do presidente da República dos Estados Unidos, algumas coisas que vão acontecer durante o dia”, disse Múcio.
O ministro da Defesa disse que o Brasil tem 10 mil militares na região amazônica, com 2,3 mil em Roraima. Múcio acrescentou que há muita informação desencontrada e que o governo monitora os acontecimentos.
A fala ocorreu após reunião de emergência no Itamaraty, em Brasília, da qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou por videoconferência. Uma segunda reunião de emergência foi marcada para às 17h, também no Itamaraty.
A Operação Acolhida
Criada em 2018, a Operação é um serviço humanitário coordenado pelo Governo Federal, Forças Armadas, estados, municípios e entidades civis, para realocar gratuitamente venezuelanos refugiados, que estão em situação de vulnerabilidade, que entram no Brasil pela fronteira da cidade de Pacaraima, em Roraima.
Apenas em 2025, mais de 80 mil pessoas foram acolhidas e 12 mil interiorizadas, completando o marco de 150 mil pessoas realocadas desde o início da Operação.
Além disso, a Operação Acolhida também é responsável pela capacitação, atendimento, vacinação e alimentação das pessoas vulneráveis na fronteira entre os países.
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