
Representantes de governos de mais de 190 países fecharam um acordo neste sábado (19), no dia final da Conferência do Clima das Nações Unidas, a COP-27, no Egito, que prevê a criação de um fundo financeiro internacional para países pobres que sofrerem com tragédias ambientais.
A informação foi publicada pelo portal americano The Wall Street Journal. Segundo o jornal, o fundo destinará dinheiro para eventos como elevação do nível do mar, tempestades graves e efeitos vinculados às mudanças climáticas que causam destruição repentina ou irreparável.
As negociações para a criação do fundo começaram após o vice-presidente da Comissão Europeia propor, durante uma sessão plenária, a discussão sobre o tema. Para isso, precisavam aumentar o número de países doadores, principalmente integrando aqueles que são os maiores emissores de gás poluentes. A outra condição seria obter um compromisso forte e explícito a respeito da mitigação contra as mudanças climáticas, mantendo a meta do aquecimento global em até 1,5ºC.
Outro pedido do bloco europeu é que seja especificado no texto quais são os destinatários das ajudas do fundo e quais são as nações mais vulneráveis - e não todos os países "em via de desenvolvimento". A mudança é focada especificamente para a retirada da Índia e da China entre aqueles que receberiam dinheiro.
O fundo é uma vitória para os países mais pobres que pressionam pela criação há anos, desde a COP-21, em Paris, quando a possibilidade veio à tona.
Entre os países em desenvolvimento há uma desconfiança considerável pelas promessas não cumpridas do passado. Em 2009, os países desenvolvidos prometeram que desembolsariam a partir de 2020 a quantia de US$ 100 bilhões por ano para ajudar na adaptação dos países pobres às mudanças climáticas e na redução de suas emissões, ao mesmo tempo que iniciam a transição energética.