Papa Leão XIV exalta vítimas da guerra e pede que líderes ‘calem as armas’ no Dia de Finados
Durante celebração em cemitério de Roma, pontífice também rezou por pessoas que perderam entes queridos e destacou a esperança cristã diante da morte

O papa Leão XIV pediu que o sofrimento de mães, crianças e idosos que perderam familiares em guerras sensibilize os líderes mundiais a interromper os conflitos. A declaração foi feita nesta segunda-feira (2), durante uma missa pelo Dia de Finados no Cemitério Monumental do Verano, em Roma, na Itália.
“Que as lágrimas de tantas mães, de tantas crianças, de tantos idosos toquem a consciência daqueles que têm o poder de fazer calar as armas!”, afirmou o pontífice durante a homilia.
Leão XIV também dedicou orações às pessoas que perderam recentemente alguém querido, especialmente às famílias atingidas pela violência dos conflitos armados. A celebração foi realizada em memória dos fiéis falecidos e daqueles que estão sepultados no cemitério.
Durante a homilia, o papa refletiu sobre as Bem-aventuranças e a esperança cristã diante da morte. Segundo ele, a mensagem de Jesus ganha um significado especial em um cemitério, por representar a promessa da vida eterna.
O pontífice também mencionou São Francisco de Assis, cujo aniversário de 800 anos de morte é celebrado neste ano. Ao recordar o Cântico das Criaturas, destacou a expressão “irmã morte”, associada à confiança na entrega da vida a Deus.
Ao final, Leão XIV afirmou que a fé em Cristo não representa o fim do vínculo entre os vivos e os mortos, mas uma transformação dessa relação.
“A fé em Cristo nos diz que o nosso vínculo com os fiéis defuntos não foi interrompido, mas transformado”, declarou.
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