Não é brincadeira

Pesquisa mostra que 86% brasileiros já sofreram bullying dentro da família

Dados mostram que comentários ofensivos são comuns em relações familiares e afetam autoestima, especialmente de mulheres e jovens

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 28/11/2025 às 16:21.Atualizado em 28/11/2025 às 16:42.
Comentários vistos como “brincadeira” podem gerar impacto emocional duradouro, aponta pesquisa sobre relações familiares (Freepik)
Comentários vistos como “brincadeira” podem gerar impacto emocional duradouro, aponta pesquisa sobre relações familiares (Freepik)

O ambiente familiar, que deveria ser espaço de afeto e proteção, tem sido marcado por episódios de bullying para a maioria dos brasileiros. Pesquisa feita pela consultoria On The Go revela que 86% dos entrevistados já sofreram críticas, comparações ou comentários ofensivos vindos de parentes. 

Duas mil pessoas foram ouvidas no estudo, encomendado pelo O Boticário.  Segundo os dados coletados, metade das situações envolve a aparência, muitas vezes justififcada como “brincadeira” ou “apelido carinhoso”. No entanto, a atitudade pode deixar transtornos emocionais.

Ainda segundo a pesquisa, apenas 17% das pessoas conversam abertamente sobre esses incômodos, mesmo desejando relações mais cuidadosas e acolhedoras. 

Os dados indicam ainda que 71% acreditam que palavras positivas transformam vínculos afetivos, e que falta incentivo, respeito e acolhimento no convívio familiar.

“Mesmo em situações do dia a dia, comentários que parecem simples podem ser interpretados de formas diferentes. (...) A boa notícia é que existe abertura para mudança e disposição para construir relações mais positivas”, afirma Ana Cavalcanti, diretora de insights da On The Go.

Mulheres e jovens sentem mais

O impacto é ainda maior entre mulheres e pessoas de 18 a 24 anos:

  • 23% delas e 28% deles relatam maior sensibilidade a comentários dentro de casa
  • 9 em cada 10 afirmam que tais episódios prejudicam diretamente a autoimagem e a autoestima

“Todos os anos trazemos reflexões que façam sentido para as pessoas e para o momento da sociedade. A pesquisa confirmou o que defendemos há anos como marca: o poder do amor. As palavras, dentro das relações familiares, podem marcar profundamente quem amamos e o afeto tem um papel essencial na construção de vínculos mais positivos”, disse Carolina Carrasco, diretora de branding e comunicação do O Boticário.

A empresa está com uma campanha de Natal que convida o público a refletir sobre as formas de comunicação entre as pessoas que se amam.

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