Ciência

Pesquisas em reator nuclear da USP serão feitas temporariamente em BH

Equipamento está desativado desde o 2º semestre de 2025 após incêndio

Do HOJE EM DIA*
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Publicado em 18/04/2026 às 09:21.Atualizado em 07/05/2026 às 19:21.
Reator de pesquisa IEA-R1, localizado no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN/CNEN), em São Paulo (Acervo IPEN/CNEN)
Reator de pesquisa IEA-R1, localizado no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN/CNEN), em São Paulo (Acervo IPEN/CNEN)

Com os reparos do painel de controle do reator nuclear de pesquisa IEA-R1, do Instituto de Pesquisas Energéticas Nucleares da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Ipen/CNEN) sem previsão de conclusão, os experimentos que envolvem irradiação de amostras serão enviados para o Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear, unidade do CNEN na UFMG, em Belo Horizonte.

O reator IEA-R1 estava fora de operação desde o segundo semestre de 2025, aguardando ajustes e autorização para retomar as atividades. Em 23 de março um incêndio atingiu parte da fiação de seu painel de controle, sendo controlado em pouco tempo pela equipe, com apoio do corpo de bombeiros. Não houve comprometimento da segurança da instalação. O Ipen/CNEN conduz investigações sobre as causas do acidente e busca a reposição dos componentes elétricos da sala de controle.

Nota do Ipen

Preocupada em não prejudicar as pesquisas dos alunos e pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e de instituições parceiras, a gerência do Centro dos Reatores de Pesquisa do Ipen propôs medidas alternativas, entre elas, acionar o Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear, unidade técnico-científica da CNEN, em Belo Horizonte, para atender pesquisas que demandam irradiação de amostras, informou em nota o Ipen. Para isso, foi disponibilizado o reator IPR-1.

O Ipen também informou que estuda a logística de envio e retorno do material: “Está sendo estudada criteriosamente para proporcionar que os avanços das pesquisas sigam e que haja o menor impacto possível aos alunos e pesquisadores".

O instituto disse ainda que prevê ações contínuas para atualização do reator de pesquisas, que é o de maior potência em operação no país, em especial enquanto não for concluído o Reator Multipropósito Brasileiro, em Iperó (SP), com conclusão prevista para 2032.

Incidente no reator não impacta a produção de radiofármacos do Ipen

Por meio de nota, o Ipen informou que a produção de radiofármacos não depende do reator nuclear de pesquisa que se encontra temporariamente fora de operação. A produção é realizada com base no uso de radioisótopos importados, obtidos de fornecedores internacionais devidamente certificados.

"Dessa forma, é importante esclarecer que o incidente ocorrido no reator não impacta a produção de radiofármacos do Ipen, que segue sendo realizada normalmente e de forma segura, atendendo à demanda do sistema nacional de saúde", informou o Instituto.

Atualmente, o Ipen é responsável por atender cerca de 2 milhões de procedimentos médicos por ano, suprindo aproximadamente 80% da demanda brasileira de radiofármacos. A produção abastece mais de 430 clínicas e hospitais em todo o país.

* Informações da Agência Brasil

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