Caso chocante

Quarto foragido por estupro coletivo de adolescente no Rio se entrega à polícia

Estudante de 17 anos foi atraída para emboscada em apartamento

Agência Brasil
Publicado em 04/03/2026 às 15:17.
 (Fernando Frazão/Agência Brasil)
(Fernando Frazão/Agência Brasil)

O último homem foragido da Justiça no caso do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, no Rio de Janeiro, se entregou à Polícia Civil na tarde desta quarta-feira (4). O crime ocorreu em 31 de janeiro, e os suspeitos foram indiciados pela polícia na semana passada.

O suspeito se apresentou à 54ª Delegacia de Polícia, em Belford Roxo, onde foi preso. Ele será enviado a um presídio.

Quatro homens, com 18 e 19 anos, e um adolescente, de 17 anos, participaram do crime, segundo a 12ª Delegacia de Polícia, de Copacabana, que conduziu as investigações.

Os quatro presos respondem por estupro, com agravante de a vítima ser adolescente, e também por cárcere privado

O adolescente que também foi indiciado pelo crime é apontado pelas investigações como responsável por atrair a vítima para a emboscada no apartamento. Não houve prisão decretada no caso dele, que não é considerado foragido. Ele é investigado por ato infracional análogo aos crimes apurados.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro não pediu a internação do jovem em unidade socioeducativa, conforme solicitado pela polícia. Em nota, a promotoria disse que eventuais medidas cautelares podem ser requeridas no decorrer da investigação.

Mais cedo, o terceiro foragido havia se entregado, acompanhado do advogado. Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, é filho do ex-subsecretário de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do governo do Rio de Janeiro, José Carlos Simonin. Ele foi demitido ontem (3) após a repercussão do cargo. 

É da família Simonin o apartamento de temporada onde ocorreu o crime, em Copacabana. As imagens dos jovens filmados no edifício são parte do inquérito que incriminou os rapazes.

Entenda o caso

Em janeiro, a vítima, uma aluna do Colégio Federal Pedro II, foi convidada por um colega da escola com quem já teve um relacionamento a ir à casa de um amigo dele, em um apartamento em Copacabana, na zona sul da cidade.

Ao chegar, o adolescente insinuou que eles fariam "algo diferente". Como a jovem recusou, ela foi trancada em um quarto, onde denuncia que sofreu a violência por parte dos cinco indiciados.

Em entrevista à imprensa na terça-feira, o delegado responsável pelo inquérito, Ângelo Lages, informou que investiga mais dois casos semelhantes com a participação dos envolvidos nesse estupro coletivo. Lages ressaltou a importância de os jovens, ao se relacionarem, respeitarem limites.

"O que deve ficar claro, principalmente para os meninos, é que não é não. Isso é fundamental. A vítima do primeiro caso deixou muito claro, a todo momento, que não se relacionaria com mais ninguém (além do adolescente) em vários momentos", destacou.

A Agência Brasil tenta contato com os advogados dos envolvidos. A defesa de João Gabriel Xavier Bertho nega que ele tenha participado do estupro. O espaço permanece aberto para incluir as demais versões.

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