
Em 28 de julho de 2025, os venezuelanos foram às urnas para uma eleição presidencial. O último pleito ocorrido no país foi cercado de polêmica. Os principais nomes da disputa eram do candidato majoritário da oposição, Edmundo González Urrutia, e do presidente Nicolás Maduro. O governo do presidente Donald Trump não reconhece Maduro como líder legítimo.
Foi a terceira derrota da oposição contra Maduro: 2013, 2018 e 2025. Como o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) não divulgou os dados detalhados por urna, o pleito não foi reconhecido por observadores internacionais e por diversos países. A oposição sustenta que Edmundo foi o verdadeiro vencedor.
Na época, um dos principais observadores internacionais da eleição, o Centro Carter, publicou um comunicado afirmando que não poderia verificar os resultados proclamados pelo Conselho Eleitoral Nacional (CNE) da Venezuela.
O Centro Carter citou, como problemas da eleição, os prazos curtos para registro dos candidatos; os poucos locais para inscrições e as barreiras para venezuelanos no exterior. “O resultado do dia especial restritivo traduziu-se num número muito baixo de novos eleitores no estrangeiro”, comentou.
A organização citou ainda intervenções judiciais em partidos da oposição e problemas nas inscrições de candidatos opositores como fatores que prejudicaram uma disputa justa. A justiça venezuelana impediu a candidatura de María Corina Machado por uma condenação sofrida por ela. No lugar, Corina indicou Edmundo González.
O desequilíbrio entre o candidato à reeleição, Nicolas Maduro, e os nove candidatos opositores no acesso aos meios de comunicação e aos recursos públicos foi outra crítica feita pelo Centro Carter.