Seminário fortalece atuação integrada no enfrentamento a crimes contra infraestrutura no estado
Encontro foi promovido pela Sejusp MG e reuniu representantes das forças de segurança, instituições públicas e empresas dos setores envolvidos

Visando intensificar o combate a crimes contra infraestrutura em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp MG) realizou nesta quarta-feira (15) um seminário em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, que reuniu representantes das forças de segurança, instituições públicas e empresas dos setores envolvidos.
Dados do Observatório de Segurança Pública da Sejusp MG mostram que houve aumento de 30% nos registros de furtos de fios, cabos e equipamentos entre 2024 e 2025 no estado. Já nos três primeiros meses de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior, foi observada uma queda de 23% nesses registros.
Em Uberlândia, sede do seminário, após alta de 86% nos registros entre 2024 e 2025, houve redução de 23% no primeiro trimestre de 2026, em relação ao mesmo período do ano anterior.
Empresas dos setores de energia
No caso das ocorrências envolvendo empresas dos setores de energia, saneamento e telecomunicações, os registros praticamente dobraram entre 2024 e 2025, com aumento de 99%, sendo que furtos e danos concentram 98% dessas ocorrências. Em Uberlândia, o crescimento foi ainda mais expressivo, com alta de 271% nesse mesmo período.
Hidrômetros
Outro dado relevante diz respeito aos furtos de hidrômetros, que passaram a ser registrados de forma específica a partir de junho de 2025. Desde então, Minas Gerais registra média de cerca de 97 ocorrências por mês desse tipo de crime, enquanto em Uberlândia a média é de aproximadamente 18 registros mensais.
De acordo com a Sejusp, a análise mais profunda dos dados só foi possível graças ao aprimoramento dos processos de registro. Com a melhoria na alimentação das bases de dados e maior orientação às instituições responsáveis pelos registros, as informações passaram a refletir com mais precisão a realidade desses crimes.
“Esse avanço é fundamental para subsidiar ações mais eficazes de investigação, prevenção e repressão”, aponta o órgão.
Leia também