Alvos de mandados

Sexta fase da Compliance Zero, além do pai de Vorcaro, mira também agente e delegada da PF

Operação da PF que prendeu pai de empresário do Banco Master mira alvos em Minas, SP e Rio

Do HOJE EM DIA*
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Publicado em 14/05/2026 às 09:38.Atualizado em 14/05/2026 às 12:29.
 (Valéria Marques/Hoje em Dia)
(Valéria Marques/Hoje em Dia)

A sexta fase da operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (14), avançou sobre integrantes da Polícia Federal que teriam atuado para beneficiar o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O ministro André Mendonça, responsável pela investigação no STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o afastamento de uma delegada da PF e um agente da ativa da corporação suspeitos de vazar informações ao grupo de Vorcaro. Ambos foram alvos de mandados de busca e apreensão. 

Ao todo, os policiais federais cumprem sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão, todos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Além das prisões, a Justiça determinou o afastamento de funções públicas e o sequestro e bloqueio de bens dos envolvidos.

Em Minas, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão. Além disso, dois mandados de prisão ocorreram em território mineiro. Foram apreendidos R$ 40 mil em espécie, uma arma de fogo, quatro computadores e dez celulares. 

De acordo com nota oficial da Polícia Federal, esta etapa da investigação busca desarticular uma organização criminosa suspeita de práticas graves, como coerção, intimidação, invasão de dispositivos informáticos e obtenção ilícita de informações sigilosas. Os crimes apurados incluem corrupção, lavagem de dinheiro, ameaça e violação de sigilo funcional.

O histórico da Operação Compliance Zero revela um alcance significativo. Nas fases anteriores, a PF já havia cumprido quase uma centena de mandados de busca e apreensão e efetuado prisões de figuras como o ex-presidente do banco público do Distrito Federal, Paulo Henrique Costa. O montante de bens bloqueados pela Justiça ao longo de todas as etapas da investigação chega ao limite de R$ 27,7 bilhões.

O que diz a defesa de Henrique Vorcaro? 

Em nota, a defesa de Henrique Vorcaro criticou a decisão judicial e afirmou que ela teria sido tomada sem que houvesse comprovação suficiente nos autos. Segundo os advogados, a medida se baseou em “fatos cuja comprovação da licitude e do lastro de racionalidade econômica ainda não estão no processo”.

A defesa também alegou que os esclarecimentos não foram solicitados previamente ao investigado e afirmou que “o ideal seria ouvir as explicações antes de medida tão grave e desnecessária”. Por fim, informou que pretende apresentar elementos para sustentar a versão apresentada: “Cuidaremos imediatamente de demonstrar o que estamos a dizer”.

*Com informações da Agência Brasil 

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