Sexta fase da Compliance Zero, além do pai de Vorcaro, mira também agente e delegada da PF
Operação da PF que prendeu pai de empresário do Banco Master mira alvos em Minas, SP e Rio

A sexta fase da operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (14), avançou sobre integrantes da Polícia Federal que teriam atuado para beneficiar o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O ministro André Mendonça, responsável pela investigação no STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o afastamento de uma delegada da PF e um agente da ativa da corporação suspeitos de vazar informações ao grupo de Vorcaro. Ambos foram alvos de mandados de busca e apreensão.
Ao todo, os policiais federais cumprem sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão, todos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Além das prisões, a Justiça determinou o afastamento de funções públicas e o sequestro e bloqueio de bens dos envolvidos.
Em Minas, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão. Além disso, dois mandados de prisão ocorreram em território mineiro. Foram apreendidos R$ 40 mil em espécie, uma arma de fogo, quatro computadores e dez celulares.
De acordo com nota oficial da Polícia Federal, esta etapa da investigação busca desarticular uma organização criminosa suspeita de práticas graves, como coerção, intimidação, invasão de dispositivos informáticos e obtenção ilícita de informações sigilosas. Os crimes apurados incluem corrupção, lavagem de dinheiro, ameaça e violação de sigilo funcional.
O histórico da Operação Compliance Zero revela um alcance significativo. Nas fases anteriores, a PF já havia cumprido quase uma centena de mandados de busca e apreensão e efetuado prisões de figuras como o ex-presidente do banco público do Distrito Federal, Paulo Henrique Costa. O montante de bens bloqueados pela Justiça ao longo de todas as etapas da investigação chega ao limite de R$ 27,7 bilhões.
O que diz a defesa de Henrique Vorcaro?
Em nota, a defesa de Henrique Vorcaro criticou a decisão judicial e afirmou que ela teria sido tomada sem que houvesse comprovação suficiente nos autos. Segundo os advogados, a medida se baseou em “fatos cuja comprovação da licitude e do lastro de racionalidade econômica ainda não estão no processo”.
A defesa também alegou que os esclarecimentos não foram solicitados previamente ao investigado e afirmou que “o ideal seria ouvir as explicações antes de medida tão grave e desnecessária”. Por fim, informou que pretende apresentar elementos para sustentar a versão apresentada: “Cuidaremos imediatamente de demonstrar o que estamos a dizer”.
*Com informações da Agência Brasil