Testamos o monitor Viewfinity S8, que tem impressionantes 37 polegadas
Monitor Viewfinity S8 pode ser uma excelente ferramenta para quem precisa de muita tela para aplicações profissionais, mas é preciso ter espaço livre

Nos anos 1990 o padrão de um monitor de tubo catódico (CTR) tinha tela de 13 polegadas. Isso foi uma regra por muitos anos. Quando os primeiros monitores de 15 e 17 polegadas chegaram mostraram a limitação da tecnologia de tubo. Grandes e pesados, ocupavam muito espaço.
Mas com as telas de LCD, Plasma e LED, tudo mudou. Monitores começaram a crescer de maneira exponencial, com 17, 19, 21 polegadas. E não param de crescer, como o Samsung Viewfinity S8 com 37 polegadas.
Esse monitor com proporções 16:9, como nos televisores modernos, é uma opção para quem precisa de uma tela grande para espalhar muitas janelas numa única tela. Fizemos o teste para as mais diferentes finalidades, como trabalhar, assistir a filmes e rodar jogos.
Ele tem resolução 4K, porta HDMI, assim como portas USB-C. Além disso, em base com altura ajustável, diferentes inclinações e permite rotação em 90 graus.
E foi pensado para atuar de forma conjunta com outros monitores. É prático para montagem de simuladores ou ilhas de edição, que é preciso uma amplitude visual. Mas são situações que demandam um investimento em hardware gigantesco.
Um ponto positivo é a tecnologia PurColor, uma mão na roda para ajustar cores de projetos de vídeos e gráficos. Ele também conta com HDR, que permite exibir balanços de iluminação, o que torna a exibição de vídeos mais refinada.
No entanto, no uso mais perto do usuário comum, esse monitor de R$ 3.200 tem seus prós e contras. Para jogar é ótimo, desde que o jogador rode jogos com uso de joystick. Mas por quê? Simples! A tela é muito grande e ficar com a cara colada na tela, como fazemos com um monitor convencional, causa desconforto.
Com joystick, afastado, a telona permite enxergar com muito conforto. Mas não espere alta performance, pois sua taxa de quadros é de apenas 60 hertz. Para filmes, é ótimo. Dá para assistir à média distância, deitado na cama ou em uma poltrona numa boa.
Para trabalhar, tem seus pormenores. Por ser muito grande, acaba comprometendo o conforto visual. O ideal é deixá-lo afastado dos olhos, pelo menos a um metro.
Mas quando se afasta demais da cadeira, é preciso ampliar o zoom da projeção, o que acaba fazendo que o usuário tenha a mesma área que aquela exibida na tela do notebook ou do monitor antigo.
Se usar a proporção de 100%, é possível espalhar inúmeras telas. Mas aí a visualização fica comprometida. Assim, é necessário encontrar um meio termo.
Assim, talvez seja mais interessante apostar em monitores menores, que possam ser combinados para aumentar a área de trabalho de forma mais horizontal, ou apostar um modelo Ultra Wide.
Para games, a taxa de quadros pode ser comprometedora se o jogador estiver em partidas online. A taxa de quadros mais lenta compromete a resposta e consequentemente a performance. Talvez, com essa grana, seja mais interessante apostar num modelo menor, mas com maior taxa de quadros.