
Não foi à toa que a cena de um garotinho tomando mel com canudo, direto de uma colmeia, viralizou nesta terça-feira (19). O senso comum vê as abelhas como insetos perigosos, que picam e num grande ataque podem até matar. O que muita gente não sabe é que há várias espécies brasileiras como as uruçus-amarelas que rodearam o menino de Anchieta, no Espírito Santo. São abelhas sim e produzem mel – mas como têm um ferrãozinho bem atrofiado, são conhecidas popularmente como “abelhas sem ferrão”, e por isso não ferroam ou picam. Como também não produzem veneno, não são consideradas perigosas.
Quem explica é a bióloga Maria Augusta Lima Siqueira, PhD em Entomologia. Professora titular da Universidade Federal de Viçosa (UFV), a especialista diz que todas as abelhas são importantíssimas devido à polinização de plantas que produzem alimentos – o que faz com que 70% da nossa comida dependa em algum grau desses insetos.
Sobre as “abelhas sem ferrão”, a bióloga esclarece que a maioria é inofensiva, o que não significa que não saibam se defender. Caso se sintam ameaçadas, podem se enroscar no cabelo da pessoa, entrar no nariz, mordiscar a pele e até irem em direção aos olhos.
Já as abelhas perigosas pra valer são as melíferas, introduzidas no Brasil no século XX: têm ferrão, são as comumente usadas para produção de mel e podem causar sérios acidentes. Aquelas riscadinhas de amarelo e preto que vemos por aí.
Se topar com um enxame desses no caminho, siga as dicas compatilhadas pelo Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro: mantenha a calma e se afaste sem movimentos bruscos; em caso de ataque, corra em linha reta e busque abrigo em um local fechado (casa ou carro); proteja o rosto e o pescoço e não tente espantá-las com as mãos.
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