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Trump diz que Lula pediu neutralidade, mas volta a chamar eleição de ‘vergonhosa’

Presidente dos EUA afirmou que não tomou partido no pleito a pedido do petista

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 29/10/2026 às 13:57.Atualizado em 29/10/2026 às 14:19.
Trump confirmou que os Estados Unidos deram visto para Bolsonaro e sua família e voltou a citar, sem provas, desconfiança sobre o processo eleitoral no Brasil (Reprodução/Instagram)
Trump confirmou que os Estados Unidos deram visto para Bolsonaro e sua família e voltou a citar, sem provas, desconfiança sobre o processo eleitoral no Brasil (Reprodução/Instagram)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (29) que não tomou partido nas eleições presidenciais brasileiras a pedido do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O americano também disse que conversará com o petista, mas voltou a classificar o pleito como “vergonhoso”, sem apresentar provas para sustentar as críticas.

“Acompanhei a eleição. Não tomei partido. Deixei as coisas seguirem seu curso. O presidente, o atual presidente, me pediu para não tomar partido. E eu não tomei. Mas, ao observar o que aconteceu no Brasil... bem, basta olhar para o mercado. O mercado despencou. Enfim, achei que foi uma situação muito vergonhosa para o Brasil”, disse Trump a jornalistas.

Questionado pela imprensa, o presidente americano não respondeu diretamente se reconhece a vitória de Lula nas urnas. Trump voltou a questionar o processo eleitoral brasileiro, embora não tenha apresentado evidências que sustentem suas críticas. 

Carta de Flávio Bolsonaro

Na quarta-feira (28), o senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na disputa presidencial, publicou uma carta na qual se declarou o “verdadeiro presidente eleito do país”. Cerca de meia hora depois, alterou o texto e substituiu a expressão por “líder do Brasil”.

Ao ser questionado sobre a declaração do senador, Trump afirmou que não pretende se envolver no assunto. O presidente americano também confirmou que os Estados Unidos autorizaram a entrada de Flávio no país.

“Não vou fazer comentário sobre isso, mas eu sei que demos a ele uma autorização para entrar no país. Mas eu não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha, isso é certo”, declarou Trump na quarta-feira (28).

Na carta, Flávio agradeceu a Trump e ao presidente da Argentina, Javier Milei, pelo apoio, além de questionar, sem apresentar provas, o resultado da eleição brasileira.

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