O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (21) que não tem interesse em estender a trégua com o Irã, que expira nas próximas 24 horas. Em entrevista ao canal CNBC News, o republicano declarou que Teerã não possui alternativas a não ser aceitar um acordo definitivo para encerrar o conflito no Oriente Médio. A fala ocorre às vésperas de um novo encontro entre delegações dos dois países em Islamabad, no Paquistão.
Segundo agências internacionais, durante a entrevista, Trump enfatizou que os EUA chegam à mesa de negociações em uma "posição de força" e garantiu que o bloqueio naval na região é um sucesso. Segundo o presidente, as tropas americanas detêm o controle total do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo e gás, e estão prontas para retomar ofensivas militares caso as tratativas não avancem. "Não quero fazer isso [prorrogar o cessar-fogo], não temos tanto tempo assim", pontuou.
A expectativa é que a delegação americana em Islamabad seja chefiada pelo vice-presidente JD Vance, enquanto o lado iraniano deve ser liderado pelo chefe do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf. Apesar do tom de pressão, Trump afirmou que deseja alcançar o que chamou de "ótimo acordo".
Execução de mulheres
Paralelamente às questões militares e diplomáticas, Trump utilizou sua rede social, Truth Social, para pedir a libertação de oito mulheres que estariam sob risco de execução no Irã. O presidente sugeriu que o gesto seria um "ótimo começo" para as negociações de paz no Paquistão.
A declaração do republicano baseia-se em publicações de ativistas que circulam em redes sociais, acompanhadas de fotos de oito mulheres que enfrentariam a pena de morte por enforcamento. Até o momento, no entanto, não houve confirmação oficial ou verificação independente sobre a autenticidade das informações ou a identidade das pessoas citadas na postagem.