Termo de compromisso

Vale é autorizada a retomar operação da Mina de Fábrica em Ouro Preto

Justiça tinha determinado paralisação após vazamento em janeiro

Agência Brasil
Publicado em 24/09/2026 às 12:59.Atualizado em 24/09/2026 às 13:53.
A autorização para retomada faz parte de um termo de compromisso assinado pela Vale com o Ministério Público Estadual e o governo de Minas Gerais. (Maya Photos/ Adobe Stock)
A autorização para retomada faz parte de um termo de compromisso assinado pela Vale com o Ministério Público Estadual e o governo de Minas Gerais. (Maya Photos/ Adobe Stock)

A mineradora Vale anunciou que recebeu autorização do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG) para retomar parcialmente as operações da Mina de Fábrica, produtora de minério de ferro, em Ouro Preto, região metropolitana de Belo Horizonte.   

As atividades na estrutura estavam suspensas por decisão da Justiça desde o início de fevereiro, após danos ambientais causados por um vazamento de água e rejeitos ocorrido em 25 de janeiro.

A autorização para retomada faz parte de um termo de compromisso assinado pela Vale com o Ministério Público Estadual e o governo de Minas Gerais.

De acordo com a mineradora, a reativação “observará as condições de segurança, controle ambiental, licenças, autorizações e condicionantes aplicáveis, bem como a continuidade das ações previstas no termo de compromisso”.

A companhia informou ainda que a volta da operação não altera as projeções de produção vigentes.

Relembre

De acordo com a ação do Ministério Público, o vazamento de janeiro em uma das cavas (área escavada para retirar minério ou outro material) da mina atingiu cursos d'água responsáveis por alimentar o rio Paraopeba, levando ao assoreamento de córregos e danos à vegetação.

Escaparam quase 263 mil metros cúbicos de água turva. O volume é equivalente a cerca de 105 piscinas olímpicas.

O Ministério Público sustentou que houve falha no sistema de drenagem do reservatório da mina.

O material levado pelo vazamento chegou a atingir a área de outra mineradora, a CSN, provocando danos materiais. A lama chegou ainda ao rio Goiabeiras, que atravessa parte da área urbana da cidade.

No fim de janeiro, o governo da Minas Gerais multou a Vale em R$ 1,7 milhão por causa desse e de outro vazamento, em 26 de janeiro, que tinha ocorrido na Mina de Viga, na cidade vizinha de Congonhas.

À época dos vazamentos, a Vale informou que não houve feridos e que a população e as comunidades do entorno não foram afetadas”. Acrescentou ainda que não houve carreamento de rejeitos de mineração, apenas água com sedimentos (terra).

De acordo com a Agência Nacional de Mineração (ANM), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, os vazamentos não comprometeram as estruturas de barragens. 

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