Valentino Garavani, estilista e ícone da moda italiana, morre aos 93 anos
Criador do icônico “Vermelho Valentino”, estilista vestiu estrelas de Hollywood, marcou gerações e transformou o nome em sinônimo de elegância e sofisticação

Morreu aos 93 anos o estilista italiano Valentino Garavani, um dos nomes mais importantes da história da moda mundial. A morte foi anunciada nesta segunda-feira (19) por meio das redes sociais da Fondazione Valentino Garavani e Giancarlo Giammetti, instituição ligada ao criador e à preservação do legado. Segundo o comunicado, ele morreu em casa, em Roma.
"Valentino Garavani faleceu hoje em sua residência em Roma, cercado por seus entes queridos", informou a fundação pelo Instagram. Ainda de acordo com a nota, o velório será realizado em Roma. O funeral está marcado para sexta-feira (23), às 11h, na Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri, na Piazza della Repubblica, também na capital italiana.
Ícone absoluto da elegância, Valentino Clemente Ludovico Garavani nasceu na província de Pavia, no norte da Itália, e desde cedo demonstrou interesse pelo desenho de figurinos, especialmente para o cinema. Estudou moda na França e trabalhou com estilistas consagrados como Guy Laroche e Jean Dessès, experiências que moldaram a visão estética dele, marcada pelo rigor técnico e pela sofisticação.
Em 1959, abriu o primeiro estúdio em Roma, na tradicional Via Condotti. Três anos depois, apresentou a primeira coleção no desfile Gotha, em Florença, conquistando reconhecimento imediato. A partir desse momento, o logotipo em “V” passou a circular pelo mundo e se tornou uma das marcas mais reconhecidas da moda de luxo.
Na década de 1960, Valentino ganhou projeção internacional ao vestir estrelas de Hollywood e figuras da alta sociedade. Em 1967, lançou a coleção Valentino’s White, quando o famoso “V” apareceu oficialmente pela primeira vez. O crescimento da marca foi impulsionado pela parceria com Giancarlo Giammetti, que se tornou sócio e responsável por estruturar a expansão global da maison.
Ao longo dos anos 1970 e 1980, a grife ampliou a atuação com linhas ready-to-wear masculina e feminina, abertura de boutiques em cidades como Roma e Milão, lançamento de perfumes, acessórios e produtos de decoração. Em 1989, Valentino inaugurou a Academia Valentino, espaço dedicado à arte e à cultura, reforçando a ligação entre moda e expressão artística.
O estilista anunciou a aposentadoria em 2008, com um desfile de despedida em Paris, encerrando oficialmente uma carreira de 45 anos na alta-costura. Após a saída, a criação da maison passou para Pierpaolo Piccioli e Maria Grazia Chiuri. Desde abril de 2024, Alessandro Michele, ex-diretor criativo da Gucci, é quem possui o controle criativo da marca.
Entre as mulheres que ajudaram a eternizar a estética estão Jackie Kennedy Onassis, que se casou com um vestido Valentino, além de Audrey Hepburn, Elizabeth Taylor, Sophia Loren, a princesa Diana e Julia Roberts, que vestiu o icônico “Vermelho Valentino” em momentos históricos no tapete vermelho. No Brasil, a modelo Betty Lago também foi uma das musas.
Leia mais: