Pai e filho presos

Veja o que se sabe sobre o caso da mineira encontrada morta em Caldas Novas

Síndico confessou o crime após corpo de Daiane Alves de Souza ser localizado em área de mata após meses de desaparecimento

Leandro Alves*
@leandroalves04
Publicado em 29/01/2026 às 08:41.Atualizado em 29/01/2026 às 08:54.
 A mulher estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025 (Reprodução/Redes Sociais)
A mulher estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025 (Reprodução/Redes Sociais)

O corpo da mineira Daiane Alves de Souza, de 43 anos, foi encontrado em uma área de mata em Caldas Novas, na região sudeste de Goiás, nesta quarta-feira (28). De acordo com a Polícia Civil (PC) de Goiás, o síndico do prédio onde a vítima morava confessou o assassinato e afirmou ter agido sozinho. Daiane estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro de 2025.

Dinâmica do crime 

No dia 17 de dezembro, às 18h56, Daiane enviou um vídeo a uma amiga relatando falta de energia em seu apartamento. Em uma segunda gravação, ela mostrou que apenas a unidade dela estava sem luz. Segundo os investigadores, a mulher gravava um terceiro vídeo enquanto descia ao subsolo para verificar o padrão de eletricidade, mas o arquivo nunca chegou a ser enviado. A suspeita é que a energia tenha sido cortada propositalmente para atraí-la ao local.

Cena do crime e pontos cegos

Ao descer para o subsolo, Daiane teria deixado a porta do apartamento aberta. No dia seguinte, familiares encontraram o imóvel fechado. A Polícia Civil informou que as câmeras do subsolo não registraram o ataque, reforçando a tese de que o síndico conhecia os pontos cegos do circuito de segurança para cometer o crime e retirar o corpo sem ser filmado.

Transporte e localização do corpo

O suspeito teria utilizado a carroceria de um carro para levar o corpo a um local a cerca de 15 km do edifício. Embora as câmeras da portaria não tenham registrado a movimentação, o monitoramento da cidade flagrou o veículo indo em direção à mata com a carroceria fechada e retornando com ela aberta. O próprio síndico indicou o local onde os restos mortais estavam. Em razão do tempo transcorrido, apenas a ossada foi encontrada em uma vala.

Prisões e obstrução de justiça

O síndico foi preso pelo crime de homicídio. O filho dele também foi detido preventivamente por suspeita de obstrução de justiça, após as investigações apontarem que ele teria comprado um novo celular para o pai após o crime. A polícia ainda apura se houve participação ativa do filho no assassinato.

Histórico de perseguição

A relação entre a vítima e o síndico era conflituosa. O Ministério Público de Goiás (MPGO) já havia denunciado o homem por perseguição (stalking) contra a corretora. A denúncia detalha que, desde janeiro de 2024, ele monitorava Daiane, sabotava serviços de água e luz e restringia a liberdade de locomoção da moradora.

Posicionamento da defesa

Antes das prisões, a defesa do síndico afirmou em nota que ele não figurava como investigado e que sempre colaborou com as autoridades. Os advogados sustentaram que as divergências anteriores eram tratadas judicialmente e que as acusações de perseguição eram baseadas apenas em relatos da vítima. A reportagem procurou a defesa para falar sobre a prisão, mas não obteve retorno.

*Estagiário, sob supervisão de Gledson Leão.

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