'maior já apreendido'

Venezuela acusa EUA de 'pirataria' após captura de petroleiro

Governo de Donald Trump justifica a ação por violação de sanções ao petróleo venezuelano e iraniano

Do HOJE EM DIA
portal@hojeemdia.com.br
Publicado em 11/12/2025 às 10:15.
 (Donald Trump Truth Social/Divulgação)
(Donald Trump Truth Social/Divulgação)

Os Estados Unidos (EUA) apreenderam um navio petroleiro perto da Venezuela, confirmou o presidente americano, Donald Trump, na quarta-feira (10).

"Como vocês provavelmente sabem, acabamos de apreender um petroleiro na costa da Venezuela, um grande... o maior já apreendido, na verdade... vocês verão isso mais tarde e conversaremos sobre isso com outras pessoas", disse Trump a jornalistas durante um evento na Casa Branca.

A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, publicou na rede social X (antigo Twitter) que o país atacou a embarcação por conta de violações às sanções americanas impostas ao petróleo venezuelano e iraniano.

Segundo Bondi, a captura ocorreu na costa da Venezuela e foi executada pelo FBI (polícia federal americana), a Guarda Costeira dos EUA e o Departamento de Segurança Interna.

A procuradora acusou a embarcação de fazer parte de "uma rede ilícita de transporte de petróleo" que apoia "organizações terroristas estrangeiras". Ela divulgou um vídeo que mostra um helicóptero se aproximando do navio, de onde desceram homens fortemente armados por cordas para entrar na embarcação.

"Esta apreensão, concluída na costa da Venezuela, foi realizada de forma segura e protegida — e nossa investigação, em conjunto com o Departamento de Segurança Interna para impedir o transporte de petróleo sancionado, continua", escreveu Bondi.

Em nota, o governo venezuelano de Nicolás Maduro acusou os EUA de "abusos imperialistas", "roubo" e "pirataria internacional" após a apreensão. Caracas alegou que a "política de agressão" contra a Venezuela faz parte de um "plano deliberado para saquear nossos recursos energéticos".

A empresa de gestão de riscos marítimos Vanguard Tech identificou o petroleiro como "SKIPPER". A empresa afirmou que "a embarcação faz parte de uma frota clandestina e foi alvo de sanções dos Estados Unidos por transportar petróleo venezuelano para exportação". A última localização conhecida do navio antes da apreensão, segundo a Vanguard, foi a nordeste de Caracas, capital da Venezuela.

Compartilhar
Ediminas S/A Jornal Hoje em Dia.© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por