
Passados 22 dias desde o início da campanha de vacinação contra a gripe em Belo Horizonte, mais de 100 mil crianças ainda não foram imunizadas. Médicos e autoridades reforçam, mais uma vez, o apelo para que pais ou responsáveis levem os filhos às unidades de saúde para receber a dose gratuita, considerada a principal arma contra o vírus da Influenza. BH está em situação de emergência por conta do aumento de casos das doenças respiratórias.
Conforme a prefeitura da capital, ao todo, 124 mil crianças devem ser vacinadas. No entanto, balanço disponibilizado pela própria administração municipal revela que só 13,1 mil foram protegidas até o momento. A cobertura vacinal está em apenas 10,7%, muito abaixo da meta preconizada, de 90%.
Dentre o público-alvo da campanha, as crianças estão com a menor cobertura. A prefeitura informou 27,3% dos idosos foram imunizados. Com relação às gestantes, 16,7% foram vacinadas. Nessa segunda-feira (13), o secretário municipal de Saúde, Miguel Duarte Neto, afirmou 1 milhão de pessoas ainda precisam ser imunizadas na cidade.
Vacina é segura e protege contra três cepas
A vacina contra a gripe protege contra os tipos mais perigosos do vírus, incluindo as cepas Influenza A (H1N1 e H3N2) e Influenza B. O objetivo da campanha é reduzir complicações, internações e óbitos provocados pela doença.
“O imunizante é a principal forma de prevenção, especialmente diante da circulação contínua de vírus respiratórios, como a influenza e a covid-19. Por isso, pedimos que a população procure nossas unidades para se vacinar”, afirmou, recentemente, a subsecretária de Promoção e Vigilância à Saúde, Thaysa Drummond.
Neste momento, a vacina está disponível apenas para os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, como crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, idosos, puérperas (até 45 dias após o parto), trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, entre outros. A lista completa pode ser consultada no portal da prefeitura.
A imunização é ofertada nos 153 centros de saúde da capital e no Serviço de Atenção à Saúde do Viajante, de segunda a sexta-feira. Os endereços e horários de funcionamento podem ser acessados on-line.
Para receber a dose, é necessário apresentar documento de identificação com foto e o cartão de vacina. No caso das puérperas, também é preciso apresentar a certidão de nascimento do bebê, o cartão da gestante ou o registro hospitalar do parto.
Leia também: