PALESTRA NA CAPITAL

A alunos de BH, Cármen Lúcia destaca força da juventude na democracia: ‘vocês podem fazer milagres'

Ministra conversou com estudantes do 9º ano da Escola Estadual Pandiá Calógeras, de Belo Horizonte

Do HOJE EM DIA
portal@hojeemdia.com.br
Publicado em 02/10/2026 às 15:01.Atualizado em 02/10/2026 às 15:53.
Cármen ainda encorajou os alunos a conversar com a família, amigos e professores sobre o pleito (TRE-MG / Divulgação)
Cármen ainda encorajou os alunos a conversar com a família, amigos e professores sobre o pleito (TRE-MG / Divulgação)

Estudantes do 9º ano da Escola Estadual Pandiá Calógeras, de Belo Horizonte, tiveram a oportunidade de bater um papo com a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia. A conversa sobre democracia e eleições com a magistrada mineira e ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ocorreu nesta sexta-feira (2), a dois dias do 1° turno.

“Isso é democracia. Vocês têm que participar o tempo todo. Vocês, juntos, podem fazer milagres. Saiam às ruas, cobrem da diretora da escola, cobrem dos professores. Vocês são capazes de exigir, dizer o que querem, como querem e aí a mudança vem”, incentivou a ministra.

Cármen Lúcia ainda encorajou os alunos a conversar com a família, amigos e professores sobre o pleito. “O Brasil que nós teremos nos próximos tempos será o que a gente vai definir no domingo”, declarou. 

Igualdade só quando forem 11 mulheres

Uma das estudantes perguntou à ministra se ela sentia que “as mulheres enfrentam muito mais dificuldade que os homens para conseguirem o que querem”. Cármen confirmou. “Nós somos mais interrompidas quando falamos do que os homens. Nós trabalhamos mais para ter a mesma promoção que o homem tem”, declarou a ministra. 

A magistrada mineira também falou sobre misoginia. Não gostar de mulheres nos cargos... eu enfrento até hoje, mesmo sendo ministra do Supremo Tribunal Federal. Não é por acaso que lá há 11 cargos no STF e apenas uma mulher. Eu acho que nós só vamos chegar igual quando forem 11 mulheres”.

Cármen Lúcia ainda refletiu sobre a valorização feminina. “Nós não queremos que não haja meninos, rapazes e homens junto com a gente. Mas é preciso que a gente não seja desvalorizada só por ser mulher. É isso que a gente quer: igualdade”.

Compartilhar
Ediminas S/A Jornal Hoje em Dia.© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por