A alunos de BH, Cármen Lúcia destaca força da juventude na democracia: ‘vocês podem fazer milagres'
Ministra conversou com estudantes do 9º ano da Escola Estadual Pandiá Calógeras, de Belo Horizonte

Estudantes do 9º ano da Escola Estadual Pandiá Calógeras, de Belo Horizonte, tiveram a oportunidade de bater um papo com a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia. A conversa sobre democracia e eleições com a magistrada mineira e ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ocorreu nesta sexta-feira (2), a dois dias do 1° turno.
“Isso é democracia. Vocês têm que participar o tempo todo. Vocês, juntos, podem fazer milagres. Saiam às ruas, cobrem da diretora da escola, cobrem dos professores. Vocês são capazes de exigir, dizer o que querem, como querem e aí a mudança vem”, incentivou a ministra.
Cármen Lúcia ainda encorajou os alunos a conversar com a família, amigos e professores sobre o pleito. “O Brasil que nós teremos nos próximos tempos será o que a gente vai definir no domingo”, declarou.
Igualdade só quando forem 11 mulheres
Uma das estudantes perguntou à ministra se ela sentia que “as mulheres enfrentam muito mais dificuldade que os homens para conseguirem o que querem”. Cármen confirmou. “Nós somos mais interrompidas quando falamos do que os homens. Nós trabalhamos mais para ter a mesma promoção que o homem tem”, declarou a ministra.
A magistrada mineira também falou sobre misoginia. Não gostar de mulheres nos cargos... eu enfrento até hoje, mesmo sendo ministra do Supremo Tribunal Federal. Não é por acaso que lá há 11 cargos no STF e apenas uma mulher. Eu acho que nós só vamos chegar igual quando forem 11 mulheres”.
Cármen Lúcia ainda refletiu sobre a valorização feminina. “Nós não queremos que não haja meninos, rapazes e homens junto com a gente. Mas é preciso que a gente não seja desvalorizada só por ser mulher. É isso que a gente quer: igualdade”.