Ação em BH reforça prevenção e diagnóstico precoce contra hepatites virais
Mobilização na Rodoviária e na Estação Central alertou para os perigos das doenças silenciosas e o surto de hepatite A na capital

Quem passou pela Rodoviária de Belo Horizonte e pela Estação Central do metrô na manhã desta terça-feira (28) encontrou equipes de saúde distribuindo preservativos, materiais informativos e orientando a população sobre a prevenção das hepatites virais. A ação, realizada no Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, teve como principal objetivo chamar atenção para uma doença que, na maioria das vezes, não apresenta sintomas e pode ser descoberta apenas em estágios avançados.
A mobilização integra a campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização sobre prevenção, diagnóstico e tratamento das hepatites virais. Além das orientações, as equipes reforçaram que os testes rápidos para as hepatites B e C estão disponíveis gratuitamente nos centros de saúde e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), sem a necessidade de pedido médico.
Segundo a supervisora do programa BH de Mãos Dadas Contra a Aids, Eliana Moura, a principal preocupação é o fato de que muitas pessoas convivem com a doença sem saber. "Como é uma doença silenciosa, as pessoas podem descobrir tardiamente, com uma cirrose no fígado ou um câncer, porque é um vírus que ataca o fígado", explicou.
Ela destaca que a recomendação é que pessoas que tiveram alguma situação de risco realizem a testagem e que, mesmo sem sintomas, o exame seja feito pelo menos uma vez por ano. "Os centros de saúde oferecem as testagens rápidas de HIV, sífilis, hepatite B e hepatite C. Os CTAs também. É porta aberta. Basta chegar e solicitar."
Surto de hepatite A acende alerta
Durante a ação, outro ponto reforçado pelas equipes foi o aumento dos casos de hepatite A na capital. De acordo com Eliana Moura, Belo Horizonte enfrenta um surto da doença neste ano, o que torna ainda mais importante ampliar a vacinação e a conscientização da população.
A vacina contra a hepatite B está disponível para toda a população que ainda não foi imunizada. Já a vacina contra a hepatite A é destinada a grupos específicos considerados mais vulneráveis, como homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo e pessoas em situação de rua.
Casos seguem em alta em 2026
Dados da Secretaria Municipal de Saúde mostram que Belo Horizonte registrou, até o momento em 2026, 264 casos de hepatite A, 112 de hepatite B e 199 de hepatite C.
Além da mobilização desta terça-feira, a campanha Julho Amarelo prevê ações ao longo do ano em Academias da Cidade, centros de saúde e abordagens voltadas à população em situação de vulnerabilidade, com a oferta de testes rápidos, vacinação e orientações sobre prevenção de infecções sexualmente transmissíveis.
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