
O acusado de matar o sargento Roger Dias da Cunha durante uma perseguição policial em janeiro de 2024, em Belo Horizonte, será julgado pelo Tribunal do Júri por homicídio qualificado. A decisão divulgada nesta quinta-feira (11).
O sargento foi atingido por disparos na cabeça depois de perseguir dois suspeitos que fugiam em um carro roubado na avenida Risoleta Neves, no bairro Aarão Reis. Roger chegou a ficar internado em estado gravíssimo e teve morte cerebral confirmada dois dias depois. Ele era casado e havia acabado de completar dez anos de corporação.
O acusado surpreendeu o policial e atirou. Após cair, o sargento foi atingido novamente. O réu também é acusado de atirar contra outro militar, que não foi ferido porque conseguiu se abrigar e revidar. O comparsa do réu, que fugiu dirigindo o carro e atropelou um motociclista durante a perseguição, responde em outro processo.
Caso mobilizou a cidade e ganhou homenagem
A morte do sargento Roger Dias gerou grande comoção na capital. Em junho de 2025, o viaduto localizado entre as avenidas Waldomiro Lobo e Cristiano Machado, no bairro Guarani, recebeu o nome do militar, em homenagem aprovada pela Câmara Municipal e sancionada pelo Executivo.
O autor dos disparos era foragido da Justiça após ter sido beneficiado pela saída temporária de Natal - benefício para o qual o Ministério Público havia se manifestado contra.
Próximos passos
Com a decisão, o réu permanece preso e o caso segue para a preparação do julgamento, ainda sem data marcada. Além do homicídio qualificado, ele responderá por tentativa de homicídio contra o outro militar.
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