Prejuízo de R$ 2,5 mi

Advogado é preso suspeito de aplicar golpes com cheques sem fundo na compra de gado em Minas

Segundo a Polícia Civil, o valor teria sido ganho em apenas um mês de atuação

Leandro Alves*
@leandroalves04
Publicado em 21/05/2026 às 15:35.Atualizado em 21/05/2026 às 17:04.
Conforme a PC, como pagamento o suspeito utilizava cheques sem fundo (Polícia Civil / Divulgação)
Conforme a PC, como pagamento o suspeito utilizava cheques sem fundo (Polícia Civil / Divulgação)

Um advogado de 40 anos foi preso suspeito de envolvimento em um esquema de fraudes milionárias durante a compra e a venda de gado, em São Paulo (SP), nesta quinta-feira (21). De acordo com a Polícia Civil (PC), os crimes foram cometidos em Janaúba, no Norte de Minas. Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, o homem teria causado prejuízo de R$ 2,5 milhões.

O homem teria iniciado a atuação no ramo da pecuária em agosto do último ano. Os trabalhos de investigação foram iniciados após denúncias serem realizadas por dezenas de produtores rurais, transportadores e comerciantes. Conforme a PC, o investigado utilizava o nome, a estrutura e a credibilidade de um grande grupo empresarial no qual trabalhava. 

A empresa pertence a um parente, e era usada para apresentar uma aparência de legalidade. De acordo com a corporação, durante as negociações o suspeito se apresentava como sócio da empresa. O advogado estava sempre com uniforme, crachá corporativo e veículos identificados. 

Suspeito realizava pagamentos parciais via Pix

Segundo a delegada Glenia Balieira Torres Aquino, as investigações indicam que o suspeito adquiria diversos bovinos. Como pagamento, entregava cheques sem fundo. “Em alguns casos, realizava pagamentos parciais via Pix para reforçar a credibilidade das negociações e induzir as vítimas ao erro”, relatou Aquino.

Conforme a PC, após a retirada, os animais eram levados diretamente para propriedades rurais utilizadas como base logística do esquema criminoso. Depois, eram revendidos em leilões agropecuários. Tudo ocorria antes mesmo da compensação dos cheques entregues às vítimas.

Durante as investigações, a polícia reuniu documentos que comprovariam a prática dos crimes de estelionato qualificado, lavagem de capitais e associação criminosa. Conforme a PC, as investigações prosseguem, na tentativa de identificar todos os envolvidos no esquema.
 
*Estagiário, sob a supervisão de Renato Fonseca 

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