Primo da vítima

Advogado que indicou diarista suspeita de matar idosos acredita que também foi dopado

Primo que indicou diarista que matou idosos desconfia que também já foi dopado por mulher

Ana Luisa Ribeiro
aribeiro@hojeemdia.com.br
Publicado em 02/07/2026 às 13:34.
 (Reprodução/Vídeo)
(Reprodução/Vídeo)

O advogado Vinicius Moreira Mitre, responsável por indicar a diarista para trabalhar na casa de sua prima, a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos — morta junto ao marido, Cláudio Atala Inácio, de 75 —, relembrou episódios recentes que apontam para uma mudança drástica no comportamento da funcionária. Entre os relatos, o advogado mencionou um mal-estar repentino e suspeito que sofreu em sua própria residência.

Conforme explicou para a reportagem do Hoje em Dia nesta quinta-feira (2), a diarista prestava serviços na casa delee desde outubro de 2025 e, até então, mantinha uma conduta exemplar. No entanto, o advogado relatou que, em junho, durante a transmissão do jogo entre Brasil e Marrocos, passou mal de forma súbita. Na ocasião, a diarista ligou para a secretária dele afirmando que ele havia bebido demais.

O advogado contestou a versão e hoje, após o crime, suspeita que pode ter sido dopado. “Alguma coisa aconteceu lá em casa. Eu não sei se ela tentou tramar, mas eu provoquei um vômito e comecei a passar mal de uma hora para outra”, relembrou.

De acordo com Mitre, as alterações de comportamento começaram após uma viagem que a funcionária realizou sob a justificativa de visitar o pai no Sul do país. Posteriormente, o advogado contou que descobriu que a mulher havia viajado para a Argentina com um homem e precisou, inclusive, enviar dinheiro para que ela conseguisse retornar ao Brasil. “Ela voltou mudada, sabe? Começou a demonstrar alguns desvios de comportamento, de atitude. E começou a tomar muito remédio”, explicou.

Prisão em Itabira

O crime ocorreu na última segunda-feira (29), no primeiro dia de trabalho da diarista no apartamento dos idosos, localizado no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Conforme a polícia, as vítimas foram dopadas e assassinadas com mais de 50 facadas.

Após passar dias foragida, a diarista foi localizada e presa em um hotel em Itabira, na região Central de Minas. Segundo a Polícia Civil, ela não reagiu, disse que já "esperava ser presa" por conta da repercussão do caso e acabou confessando que matou o casal de idosos. Após ser ouvida, fazer exames no Instituto Médico Legal (IML), a diarista foi encaminhada ao sistema prisional e responderá por latrocínio, podendo pegar até 60 anos de prisão.

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