
O advogado Vinicius Moreira Mitre, responsável por indicar a diarista para trabalhar na casa de sua prima, a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos — morta junto ao marido, Cláudio Atala Inácio, de 75 —, relembrou episódios recentes que apontam para uma mudança drástica no comportamento da funcionária. Entre os relatos, o advogado mencionou um mal-estar repentino e suspeito que sofreu em sua própria residência.
Conforme explicou para a reportagem do Hoje em Dia nesta quinta-feira (2), a diarista prestava serviços na casa delee desde outubro de 2025 e, até então, mantinha uma conduta exemplar. No entanto, o advogado relatou que, em junho, durante a transmissão do jogo entre Brasil e Marrocos, passou mal de forma súbita. Na ocasião, a diarista ligou para a secretária dele afirmando que ele havia bebido demais.
O advogado contestou a versão e hoje, após o crime, suspeita que pode ter sido dopado. “Alguma coisa aconteceu lá em casa. Eu não sei se ela tentou tramar, mas eu provoquei um vômito e comecei a passar mal de uma hora para outra”, relembrou.
De acordo com Mitre, as alterações de comportamento começaram após uma viagem que a funcionária realizou sob a justificativa de visitar o pai no Sul do país. Posteriormente, o advogado contou que descobriu que a mulher havia viajado para a Argentina com um homem e precisou, inclusive, enviar dinheiro para que ela conseguisse retornar ao Brasil. “Ela voltou mudada, sabe? Começou a demonstrar alguns desvios de comportamento, de atitude. E começou a tomar muito remédio”, explicou.
Prisão em Itabira
O crime ocorreu na última segunda-feira (29), no primeiro dia de trabalho da diarista no apartamento dos idosos, localizado no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Conforme a polícia, as vítimas foram dopadas e assassinadas com mais de 50 facadas.
Após passar dias foragida, a diarista foi localizada e presa em um hotel em Itabira, na região Central de Minas. Segundo a Polícia Civil, ela não reagiu, disse que já "esperava ser presa" por conta da repercussão do caso e acabou confessando que matou o casal de idosos. Após ser ouvida, fazer exames no Instituto Médico Legal (IML), a diarista foi encaminhada ao sistema prisional e responderá por latrocínio, podendo pegar até 60 anos de prisão.
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