Andar de patinete elétrica em BH pode ser mais caro que utilizar carros por aplicativo
De acordo com a Superintendência de Mobilidade, o serviço deve custar entre R$ 0,50 a R$ 1 por minuto rodado

A volta das patinetes elétricas a Belo Horizonte, prometida para este mês pela prefeitura, traz uma novidade que pode desestimular o uso do equipamento em trajetos mais longos: o preço.
Conforme a Superintendência de Mobilidade (Sumob), os usuários terão as opções de pagamento por minuto ou planos mensais - que ainda não tiveram os valores fixados. No caso do aluguel avulso, somente o desbloqueio deve custar entre R$ 1 e R$ 3, com acréscimo de R$ 0,50 a R$ 1 por minuto rodado.
O Hoje em Dia fez a simulação de uma corrida da Praça da Bandeira, no bairro Mangabeiras, à Praça Rio Branco (Praça da Rodoviária), no Centro de BH. Com a velocidade máxima permitida para a patinete transitar em calçadas, praças e parques sendo 6 km/h, o usuário levaria cerca de 50 minutos para percorrer o trecho. De acordo com os valores determinados por contrato, o consumidor poderia gastar, portanto, até R$ 53 ao fim do trajeto. Na melhor das hipóteses, considerando-se o menor valor por minuto (R$ 0,50) e por desbloqueio (R$ 1), desembolsaria R$ 26.
Já se optasse por veículos por aplicativo, pagaria cerca de R$ 30, durante o mesmo período de tempo. O preço, porém, está sujeito a variações relacionadas ao horário, trânsito, clima e trajeto.
Os cálculos foram realizados durante o horário de pico - estabelecido entre 17h e 20h, nos períodos de tarde e noite.
Perigo para pedestres?
Para o professor dos cursos de Trânsito e de Engenharia de Transportes do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas (Cefet-MG), Agmar Bento, o limite de velocidade estabelecido para as calçadas coloca todos em risco.
“Seis quilômetros por hora é quase o dobro da marcha de uma caminhada. É um perigo tanto para o usuário quanto para a pessoa que está no entorno”, afirma.
Veja as regras de utilização dos equipamentos
As patinetes poderão circular em áreas de pedestres, desde que respeitados os limites de velocidade; além de ciclovias e ciclofaixas, considerados os locais mais seguros para circulação; e vias com velocidade regulamentada de até 40 km/h. Entre as diretrizes para a operação estão:
- Equipamentos obrigatórios, como indicador de velocidade, campainha e sinalização noturna;
- Velocidade máxima de 6 km/h em calçadas, praças e parques;
- Até 20 km/h em ciclovias e ciclofaixas;
- Idade mínima de 18 anos para cadastro;
- Uso individual do equipamento;
- Proibição de transporte de passageiros e animais;
- Estímulo ao uso de capacete;
- Limitador de 12 km/h para usuários iniciantes.
O Hoje em Dia busca contato com a JET Patinetes Elétricos, empresa escolhida para retomar a operação dos equipamentos, desde terça-feira (3), mas ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto.
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