Anel Rodoviário: nova área de escape deve ser entregue em 2027, mas ampliação de viaduto só em 2028
Segundo PBH, empréstimo de até R$ 1bi para obras deve ser utilizado para financiar essas e outras melhorias

Uma das duas novas áreas de escape prometidas para o Anel Rodoviário de Belo Horizonte deve ficar pronta em 2027. A estrutura deve ser construída próximo ao Km 540, na descida do bairro Betânia. Para o ano que vem, também estão previstas três novas passarelas. No entanto, a obra que promete desafogar um dos pontos de maior retenção, a ampliação do viaduto São Francisco, deve ser concluída só em 2028.
As informações foram dadas pelo secretário municipal de Obras e Infraestrutura, Leonardo Gomes, durante reunião na Câmara Municipal, nesta sexta-feira (14). O encontro tratou do Projeto de Lei (PL) 646/2026, de autoria do Executivo, que autoriza a prefeitura a contratar empréstimo com o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) de até R$ 1 bilhão. O recurso será destinado para melhorias no Anel. O PL tramita em 2º turno na Casa.
De acordo com Leonardo Gomes, o recurso será utilizado para financiar intervenções que visam acabar com retenções e estrangulamentos, além de melhorar o acesso e o fluxo de veículos. Segundo ele, parte dos projetos deve se concentrar nos trechos do Pontilhão da Linha Férrea, no Betânia, e nas avenidas Teresa Cristina e Amazonas.
Onde ficam as novas passarelas?
O secretário disse que em 2027 devem ser entregues três passarelas nos bairros Madre Gertrudes, Vila Bernadete e São Francisco e também uma das duas novas áreas de escape planejadas. No início de 2028, deve estar pronta a ampliação do viaduto São Francisco.
Também estão previstas obras de alargamento do viaduto na Antônio Carlos e na Avenida Cristiano Machado, que dependem de projetos em elaboração pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e que serão doados à prefeitura até setembro deste ano.
Segundo ele, enquanto o PL para o empréstimo tramita, a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura elabora projetos e licitações para que, assim que o dinheiro estiver disponível, as obras já possam ser iniciadas.
“O Anel Rodoviário é grande, com muitas intervenções, muitas remoções que a gente vai ter que fazer. É um projeto muito amplo e o financiamento vai viabilizar o início e pelo menos retirar parte dos gargalos e dos estrangulamentos”, afirmou o secretário Leonardo Gomes.
Líder de governo na Câmara, o vereador Bruno Miranda disse que nenhuma captação de financiamento é feita sem estudos técnicos e análises prévias. O parlamentar afirmou ainda que as intervenções propostas são necessárias para a cidade e região metropolitana e vai ser “uma entrega super relevante e estratégica”.
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