
Anunciadas com pompa pelo prefeito Álvaro Damião (União), as câmeras inteligentes de monitoramento do programa Muralha BH tiveram o cronograma adiado. Prometido para mapear toda a capital até o fim deste ano, o sistema de vigilância com 10,5 mil equipamentos estará em pleno funcionamento só no primeiro semestre de 2028. Os aparelhos vão reforçar a segurança em ruas, avenidas, Anel Rodoviário, praças, parques, centros de saúde e escolas.
O uso da tecnologia na cidade foi anunciado por Damião em setembro de 2025. Mas a licitação ocorreu somente há um mês e, agora, está em fase de homologação. A informação foi dada pelo diretor-presidente da Prodabel, Fernando Lopes. Os motivos do atraso não foram informados.
“Temos a estimativa de, em até 20 dias, estar com esse contrato assinado. A previsão é que essas novas câmeras comecem a ser instaladas na primeira semana de setembro. (...) Temos a previsão de que 100% das câmeras devem ser instaladas até o primeiro semestre de 2028”, afirmou.
Porém, ele estima que 80% dos equipamentos possam estar em operação “em meados de 2027”. Quando o programa foi lançado, a prefeitura informou que mil câmeras inteligentes entrariam em operação até o fim de 2025. Na ocasião, foi dito que o restante dos equipamentos seria instalado gradualmente.
Entenda o projeto Muralha BH
Apresentado como um dos maiores sistemas de monitoramento urbano do país, o Muralha BH é inspirado no programa Smart Sampa, da capital paulista. Entre os dispositivos previstos estão câmeras com reconhecimento facial, equipamentos para leitura automática de placas de veículos e modelos com rotação de 360 graus.
Segundo a prefeitura, as imagens serão analisadas em tempo real no Centro Integrado de Operações (COP-BH). O sistema deverá emitir alertas quando identificar veículos roubados, pessoas desaparecidas ou foragidos da Justiça, permitindo o acionamento das forças de segurança.
Carros roubados em qualquer cidade
No último dia 25, a PBH assinou um convênio, permitindo que as novas câmeras de videomonitoramento sejam capazes de identificar veículos roubados ou furtados com queixas registradas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Na ocasião, o Hoje em Dia questionou a PBH sobre o número de equipamentos já instalados, mas não houve retorno.
Somente na última quinta (2), a administração municipal admitiu que os aparelhos sequer foram adquiridos.