Azul da Cor do Mar

Ao som de Tim Maia, Chama o Síndico abre maratona de Carnaval de BH em 2026

Tradicional bloco reúne foliões na avenida Afonso Pena

Bernardo Haddad
@_bezao
Publicado em 11/02/2026 às 18:26.Atualizado em 11/02/2026 às 20:56.
 (Maurício Vieira)
(Maurício Vieira)

Ao som de “Azul da Cor do Mar”, clássico de Tim Maia, o bloco Chama o Síndico abre a maratona de Carnaval em BH nesta quarta-feira (11), com um desfile na região central. O espetáculo de música e luzes ocupa a avenida Afonso Pena com o tema “Universo África Brasil”, inspirado nos 50 anos do celebrado disco de Jorge Ben Jor.

A proposta é reconhecer uma relação viva entre África e Brasil manifestada "no corpo, no som e na ocupação da rua, profundamente marcada pela resistência cultural negra". Acostumado a arrastar mutidões pelas ruas da cidade, grupo reúne samba, frevo, soul, hip hop, congado, ijexá, funk e pagodão em convivência direta.

O trajeto segue pela Afonso Pena até a Praça 7. O encerramento do desfile está previsto para 22h, com dispersão às 23h.

Ala para pessoas com deficiência

O desfile do bloco Chama o Síndico conta com uma ala só para pessoas com deficiência. Para a bancária Alice Alves, de 51 anos, participar do bloco já é uma tradição. Cadeirante há mais de 30 anos, ela participa pelo quarto ano consecutivo e destaca que a condição nunca foi impedimento para curtir o Carnaval. 

“É muito especial, é muita alegria. Eu amo, é uma energia muito gostosa. Eu faço de tudo. Faço dança cigana e caio para o Carnaval", afirmou.

A servidora pública e massoterapeuta Gislaine Elizabeth da Silva, de 40 anos, também marcou presença. Deficiente visual, ela ressaltou a conexão pessoal com o repertório do bloco, focado em Tim Maia e Jorge Ben Jor. “As músicas têm tudo a ver com o que eu sou, é o meu dia a dia musical. É muito bom estar aqui e pensar na inclusão também", disse.

Como nasceu o Chama o Síndico?

Idealizado por Matheus Rocha e Nara Torres, o Bloco Chama o Síndico foi fundado em 2012 por um grupo de aproximadamente 20 músicos e produtores culturais que já participavam do Carnaval de rua de Belo Horizonte. 

De lá pra cá já foram mais de uma centena de shows, dividindo o palco com grandes artistas como Jorge Ben Jor, Paralamas do Sucesso, Criolo e Planet Hemp.

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