Fábio Baccheretti

Após morte por hantavírus, secretário de Saúde tranquiliza mineiros: não tem o menor risco de surto

Transmissão ocorre principalmente na zona rural

Do HOJE EM DIA
portal@hojeemdia.com.br
Publicado em 11/05/2026 às 08:34.Atualizado em 11/05/2026 às 09:09.
 (Maurício Vieira/Hoje em Dia)
(Maurício Vieira/Hoje em Dia)

O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, descartou qualquer risco de surto de hantavírus em Minas. A declaração ocorre após a confirmação do primeiro óbito pela doença em 2026, registrado em Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba. Segundo o chefe da pasta, o caso é isolado e segue o padrão epidemiológico dos anos anteriores, sem conexão com o surto recente identificado em um navio de cruzeiro na Espanha.

"Não tem o menor risco de contaminação entre humanos e nem que se torne um surto ou epidemia. O que temos foi um óbito como ocorreu em anos anteriores", disse em entrevista à TV Globo. 

Segundo Baccheretti, no ano passado foram registrados quatro óbitos por hantavírus, mesmo número de 2024. O secretário ressaltou que as cepas do vírus são diferentes e que, no Brasil, o hospedeiro é o rato silvestre, e não as espécies urbanas, como ratazanas.

A transmissão ocorre principalmente na zona rural, por meio da inalação de poeira contaminada com fezes, urina e saliva de roedores infectados em locais como paióis, galpões e lavouras.

"O foco está na zona rural. A poeira com fezes de rato é aspirada pela pessoa, geralmente quando ela varre locais fechados, e ela desenvolve a doença", explicou Baccheretti. 

O óbito confirmado neste domingo pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) é de um homem de 46 anos, morador de Carmo do Paranaíba. Embora a confirmação tenha ocorrido agora, a morte aconteceu em fevereiro. O paciente possuía histórico de contato com roedores silvestres em áreas de cultivo.

Como ocorre a transmissão do hantavírus

A hantavirose é uma zoonose viral aguda que, no Brasil, se manifesta principalmente na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus. A transmissão para humanos ocorre, na maioria das vezes, pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores infectados.

Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo, dor de cabeça, dor lombar e dor abdominal. Nos casos mais graves, a doença pode evoluir para dificuldade respiratória, tosse seca, aceleração dos batimentos cardíacos e queda da pressão arterial.

Não existe tratamento específico para a hantavirose. O atendimento é baseado em medidas de suporte clínico, conforme avaliação médica.

A SES-MG reforça a importância das medidas de prevenção, especialmente em áreas rurais:

  • Manter alimentos armazenados em recipientes fechados e protegidos de roedores;
  • Dar destino adequado ao lixo e entulhos;
  • Manter terrenos limpos e roçados ao redor das residências;
  • Não deixar ração animal exposta;
  • Retirar diariamente restos de alimentos de animais domésticos;
  • Enterrar o lixo orgânico a pelo menos 30 metros das construções;
  • Evitar plantações muito próximas das residências, mantendo distância mínima de 40 metros;
  • Ventilar o ambiente antes de entrar em locais fechados, como paióis, galpões, armazéns e depósitos;
  • Umedecer o chão com água e sabão antes da limpeza desses ambientes, evitando varrer a seco.

Leia também: 

Compartilhar
Ediminas S/A Jornal Hoje em Dia.© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por