SEGUE PRESO

Argentino envolvido em caso de racismo contra criança em Maria Fumaça vira réu em Minas

Idoso é acusado de enviar foto de menino de 7 anos em aplicativo de mensagens com comentário sobre escravidão

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 17/06/2026 às 11:05.Atualizado em 17/06/2026 às 18:11.
 (Reprodução/TV Globo)
(Reprodução/TV Globo)

A Justiça de Minas Gerais tornou réu um argentino de 63 anos sob a acusação de praticar racismo contra uma criança de 7 anos durante um passeio na tradicional locomotiva Maria Fumaça, que liga as cidades de Tiradentes e São João del-Rei, na região do Campo das Vertentes.

O caso ocorreu em 24 de maio, e o homem segue preso preventivamente. A denúncia oferecida pelo Ministério Público foi recebida pela 1ª Vara Criminal da Comarca de São João del-Rei.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) confirmou o recebimento da denúncia, o que marca o início da fase de instrução do processo penal, período em que serão colhidos os depoimentos e analisadas as provas. A ação tramita em segredo de Justiça.

De acordo com a acusação baseada em registros policiais de maio, o homem fotografou o menino durante o trajeto ferroviário e compartilhou as imagens em um grupo de WhatsApp. Nas mensagens escritas em espanhol, o idoso teria afirmado que poderia “levar o menino como escravo” para a Argentina.

Desdobramentos e manifestações jurídicas

O advogado da família da vítima, Gilberto Silva, manifestou satisfação com a abertura da ação penal, classificando-a como o início de uma resposta institucional séria ao caso. A defesa informou ainda que ingressará com uma ação cível por danos morais devido aos impactos psicológicos sofridos pela mãe e pelo filho, que estão em acompanhamento profissional.

Em nota, a defesa do argentino contestou formalmente a denúncia apresentada pelo Ministério Público, classificando a acusação de racismo como desprovida de fundamento. O defensor informou que apresentará a resposta oficial à Justiça no momento oportuno, oportunidade em que pretende demonstrar de maneira detalhada as razões pelas quais sustenta que a imputação criminal contra o idoso argentino não se justifica.

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