
A Auditoria Socioambiental passou a disponibilizar painéis públicos com cronogramas das ações de reparação socioambiental previstas no Acordo de Brumadinho, relacionadas à Bacia do Rio Paraopeba. As informações permitem o acompanhamento de prazos, etapas e metas das medidas em execução após o rompimento da barragem da Vale, em janeiro de 2019.
Os painéis apresentam três cronogramas principais: o Cronograma Geral Integrado das ações de reparação nas áreas de Ferro Carvão e Casa Branca, conhecidas como Zona Quente; o Cronograma da Dragagem do Rio Paraopeba; e o Cronograma Detalhado dos Estudos de Avaliação de Risco à saúde humana e risco ecológico. Os documentos foram analisados e aprovados pelos órgãos estaduais competentes, pela auditoria independente e pelos compromitentes do acordo.
De acordo com as regras do Acordo de Brumadinho, os cronogramas formalizam compromissos assumidos pela Vale S.A., com marcos e prazos definidos. O eventual descumprimento dessas etapas pode resultar na aplicação de sanções à empresa responsável pelo desastre.
O cronograma referente às áreas de Ferro Carvão e Casa Branca foi elaborado a partir de diagnósticos sobre a situação anterior ao rompimento da barragem e sobre os impactos causados nas regiões atingidas. Essas informações integram o Plano de Reparação Socioambiental da Bacia do Paraopeba e passam por avaliações técnicas e processos de auditoria antes da validação final.
Já o cronograma da dragagem do Rio Paraopeba trata de uma das frentes centrais da reparação ambiental, com ações monitoradas continuamente pela auditoria independente e condicionadas às autorizações dos órgãos responsáveis. O acompanhamento inclui prazos e etapas relacionadas à remoção de rejeitos ao longo do curso do rio.
O cronograma dos Estudos de Avaliação de Risco à Saúde Humana e Risco Ecológico detalha as fases de execução dos levantamentos técnicos voltados à identificação de possíveis riscos decorrentes da presença de rejeitos no solo e nas águas do Paraopeba. Os estudos seguem metodologias reconhecidas e podem subsidiar a definição de novas medidas na área ambiental e de saúde.
*Com informações da Agência Minas
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