
A estreia do bloco "Marinada", comandado pela cantora Marina Sena, tornou-se um dos principais pontos de análise da Belotur no balanço do Carnaval de Belo Horizonte. Em coletiva realizada nesta quarta-feira (18), o presidente da empresa, Eduardo Cruvinel, admitiu que a quantidade de foliões na região da Pampulha superou as estimativas iniciais da organização. Segundo ele, a experiência com o mega bloco servirá de "aprendizado" para o planejamento da folia em 2027.
O desfile, ocorrido no domingo (15), reuniu cerca de 400 mil pessoas, segundo cálculos da organização do próprio bloco. O volume massivo de público gerou reflexos operacionais, como duas horas de atraso no início da apresentação e dificuldades de circulação.
"Embora estivesse com o público acima do esperado, o bloco também aconteceu dentro de uma normalidade. Ele não conseguiu fazer o percurso, se deslocar, exatamente por isso também. Em respeito à quantidade de público, para que não tivéssemos nenhuma situação, ele permaneceu parado", detalhou.
Subsídios
Ainda durante a coletiva, o presidente da Belotur esclareceu dúvidas sobre o financiamento da festa. Eduardo Cruvinel negou qualquer pagamento ou investimento público para a contratação de artistas de renome nacional, como Nattan, Luísa Sonza e Zé Felipe, que também participaram da folia na capital.
Segundo ele, o subsídio municipal de aproximadamente R$ 6 milhões foi destinado exclusivamente ao fomento das tradições locais: escolas de samba, blocos caricatos e blocos de rua. "Não existe nenhum investimento da prefeitura na contratação ou negociação de grandes artistas", enfatizou, reiterando que o papel do poder público nessas apresentações de grande porte foi estritamente operacional e de segurança.