Subsídio

Belotur nega uso de recursos públicos para contratação de grandes artistas no Carnaval de BH

Presidente da empresa afirma que subsídio de R$ 6 milhões foi exclusivo para agremiações locais; entidades de blocos criticam grandes shows na folia

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 18/02/2026 às 13:12.Atualizado em 18/02/2026 às 13:15.
Eduardo Cruvinel, presidente da Belotur (Valéria Marques/Hoje em Dia)
Eduardo Cruvinel, presidente da Belotur (Valéria Marques/Hoje em Dia)

O presidente da Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur), Eduardo Cruvinel, afirmou, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (18), que a prefeitura não destinou recursos para a contratação de artistas de renome nacional durante o Carnaval. A declaração ocorre após a participação de nomes como Nattan, Luísa Sonza e Zé Felipe em eventos na capital mineira.

Segundo Cruvinel, o investimento público de aproximadamente R$ 6 milhões foi aplicado integralmente como subsídio para escolas de samba, blocos caricatos e blocos de rua da cidade. "Não existe nenhum investimento da prefeitura na contratação ou negociação de grandes artistas ou artistas de renome nacional para o carnaval de Belo Horizonte", disse.

Antes mesmo de iniciar a folia na capital, a presença de grandes estrelas da música pop no Carnaval da capital já havia gerado reação das ligas carnavalescas locais. Cinco entidades de representação publicaram uma nota de repúdio, argumentando que essas atrações descaracterizam a festa e ameaçam a sustentabilidade econômica dos artistas locais, que convivem com escasso apoio.

Para os representantes dos blocos, o foco do investimento deveria ser nos agentes culturais que construíram a identidade da folia belo-horizontina ao longo dos anos.

Durante a coletiva, Cruvinel explicou que o investimento do executivo municipal foi para a folia mineira. "O nosso subsídio foi totalmente destinado para escolas de samba, blocos caricatos e blocos de rua", enfatizou o presidente.

Público de Marina Sena não era esperado

Um dos pontos centrais da coletiva foi o desfile do bloco "Marinada", comandado pela cantora mineira Marina Sena, que estreou no domingo (15) na região da Pampulha. A apresentação atraiu uma multidão estimada em 400 mil pessoas pela organização do bloco, superando as expectativas iniciais da Belotur.

Devido ao volume de foliões, o bloco enfrentou dificuldades de deslocamento e atrasos, além de queixas sobre a falta de acesso a água e circulação. Cruvinel explicou que, embora o público tenha sido maior que o previsto, a escolha do entorno do Mineirão foi estratégica para garantir a segurança. "Em respeito à quantidade de público, para que não tivéssemos nenhuma situação, o bloco permaneceu parado", justificou, afirmando que fica o aprendizado para a folia do ano que vem.

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