
A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) decretou nesta sexta-feira (10) situação de emergência em saúde pública por conta do aumento dos casos de doenças respiratórias. Conforme a gestão municipal, a medida garante o acesso rápido a insumos e medicamentos e permite a contratação de profissionais da área, caso seja necessário. O decreto será assinado e publicado ainda hoje.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Miguel Paulo Duarte Neto, o pico das doenças respiratórias deve ser registrado na capital mineira nas próximas duas semanas.
“Com o decreto, conseguimos ter mais agilidade na ampliação de leitos. Estamos acompanhando os gráficos. O aumento da nossa demanda vem em uma crescente. Está em um nível aceitável, mas já projeta para as próximas duas semanas uma sobrecarga”, afirma o chefe da pasta.
Segundo a PBH, a procura de pacientes nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e centros de saúde quase dobrou. Em fevereiro, foram 26,5 mil atendimentos e em março, 49,5 mil.
O secretário de Saúde reforçou a importância da vacinação para barrar as doenças respiratórias. “É importante procurar uma unidade de saúde. Temos vacina. Quando há uma falta momentânea, nos organizamos e fazemos a transferência para as unidades. (...) Estamos pedindo que a população procure os postos e se vacine”, alertou.
Vacinação em BH
Neste sábado, os 153 postos de saúde de Belo Horizonte estarão abertos, das 8h às 17h, para oferecer a vacina contra a gripe aos grupos prioritários durante o Dia D. No mesmo horário, as aplicações ocorrem também no Serviço de Atenção à Saúde do Viajante, no Parque Municipal e no Hospital da Polícia Militar. Além disso, o serviço será oferecido no Shopping Estação, só que das 11h às 17h30.
Quem pode se vacinar?
Neste momento, podem se vacinar os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, como crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, idosos, puérperas (até 45 dias após o parto), trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, entre outros.
Confira a lista completa
- Crianças de 6 meses a menores de 6 anos
- Gestantes
- Idosos com 60 anos ou mais
- Puérperas (até 45 dias após o parto)
- Povos indígenas
- Quilombolas
- Pessoas em situação de rua
- Trabalhadores de saúde
- Professores do ensino básico e superior
- Profissionais das Forças de Segurança e Salvamento
- Profissionais das Forças Armadas
- Pessoas com deficiência permanente
- Caminhoneiros
- Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário para passageiros urbanos e de longo curso
- Trabalhadores portuários
- Trabalhadores dos correios
- População privada de liberdade e funcionários do sistema de privação de liberdade, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas
- Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais independentemente da idade
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