BH lança programa para ampliar áreas verdes e reduzir impactos de chuvas e calor
Iniciativa "BH Cidade Viva" foca na ampliação de áreas verdes para conter alagamentos e reduzir o impacto de ilhas de calor na capital

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) lançou nesta terça-feira (7) o programa BH Cidade Viva, voltado à adaptação da capital às mudanças climáticas. A iniciativa reúne intervenções para ampliar áreas verdes, reduzir alagamentos e amenizar as ilhas de calor por meio de soluções baseadas na natureza. O lançamento inclui a inauguração, prevista para a tarde desta terça, do primeiro jardim de chuva de Venda Nova, na Escola Municipal Professor Moacyr Andrade.
Durante o evento, a prefeitura também assinou o decreto que cria oficialmente o programa e um memorando de entendimento com o Cities Finance Facility (CFF). A parceria internacional garantiu cerca de R$ 16 milhões em recursos para elaboração de estudos, projetos e modelagens das futuras intervenções.
Segundo a administração municipal, o programa busca complementar as obras tradicionais de drenagem com ações que aumentem a infiltração da água no solo e reduzam a impermeabilização da cidade. Entre as medidas previstas estão a implantação de jardins de chuva, corredores ecológicos, parques ciliares, ciclovias, sistemas de captação de água da chuva em escolas e unidades de saúde, além da recuperação de áreas verdes.
"O que nós queremos é desconcretar Belo Horizonte. Onde o concreto puder ser substituído por terra, grama ou vegetação, é isso que vamos fazer", afirmou o prefeito Álvaro Damião.
O secretário municipal de Política Urbana, Leonardo Castro, explicou que os jardins de chuva funcionam como áreas de absorção. "Essas áreas verdes vão funcionar como uma esponja. Elas absorvem parte da água das chuvas, retardam a chegada desse volume ao sistema de drenagem e ajudam a prevenir enchentes".
Primeiro jardim de chuva será inaugurado em Venda Nova
O jardim de chuva que será inaugurado em Venda Nova foi desenvolvido com a participação de estudantes, pesquisadores e técnicos da prefeitura, em parceria com o Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) - Campus Santa Luzia. O espaço também será utilizado para monitoramento da qualidade da água e da biodiversidade, servindo de referência para futuras intervenções.
Após a inauguração, técnicos da prefeitura apresentaram as áreas da sub-bacia dos córregos Capão e Piratininga que deverão receber as primeiras obras do programa, incluindo ações de recuperação de nascentes, drenagem urbana e novas soluções para retenção das águas pluviais.
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