Bloco É o Amô critica presença de artistas de fora e defende valorização da cena de BH
Manifestação no trio elétrico pediu mais espaço para músicos da capital durante o Carnaval

No final do desfile deste domingo (15), o bloco É o Amô fez um posicionamento público em defesa da valorização dos artistas locais no Carnaval de Belo Horizonte. Do alto do trio elétrico, um dos integrantes afirmou que a folia estaria passando por um “sequestro”, ao mencionar a presença crescente de atrações de fora da cidade na programação.
“Estamos passando por um sequestro do Carnaval. Quem fez o Carnaval foram os artistas dessa cidade. E agora vem um tanto de gente de fora usufruindo aquilo que nós construímos. Há 15 anos estamos construindo. Então, valorize os artistas desta cidade”, declarou ao microfone, sob aplausos de parte do público.
Defesa da cena cultural local
Durante a fala, o integrante citou nomes de artistas nacionais e contrapôs com músicos mineiros, reforçando o pedido por maior espaço à produção cultural da capital. “Menos Nathan, mais Sérgio Pererê. Menos Alok, mais Di Souza”, disse, em referência à priorização de talentos locais na programação carnavalesca.
Sertanejo raiz na avenida
Conhecido como o primeiro bloco de sertanejo do Carnaval de Belo Horizonte, o É o Amô surgiu em 2017 com a proposta de levar modões, clássicos da sofrência e o clima das festas do interior para as ruas da capital. Desde então, consolidou um público fiel que canta em coro sucessos do gênero em plena Avenida dos Andradas.
Em 2026, o bloco sai com o tema “Povo do Interior”, incorporando referências à Folia de Reis, quermesses e rodeios ao cortejo. A bateria, inspirada nos blocos afro de Salvador, e o trio elétrico garantem a mistura entre tradição sertaneja e energia carnavalesca.
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