Boca de urna, briga e uso de celular: TRE-MG registra 13 ocorrências eleitorais em Minas
Balanço inclui denúncias de boca de urna, propaganda irregular e uso de celular na cabine; mais de 40 mil policiais militares foram mobilizados no estado

Minas Gerais registrou 13 ocorrências de natureza eleitoral até a manhã deste domingo (25), segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). Os casos incluem denúncias de boca de urna, propaganda irregular e uso de celular na cabine de votação. Apesar dos registros, o tribunal informou que o segundo turno transcorria sem problemas graves, com filas pequenas e substituições de urnas dentro do esperado.
Durante coletiva de imprensa, o presidente do TRE-MG, desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga, recomendou que os eleitores votassem mais cedo devido à previsão de chuva à tarde.
“Temos aconselhado os eleitores e as eleitoras a irem mais cedo. Há uma previsão de chuva para mais tarde, isso pode gerar algum desconforto ao eleitor e à eleitora”, afirmou.
Ele também orientou os cidadãos a conferir o local de votação e a regularidade da situação eleitoral antes de sair de casa. O encerramento da votação estava previsto para as 17h.
Boca de urna, celular e briga entre eleitores
Cerca de 60% das 13 ocorrências estavam relacionadas à propaganda eleitoral e à boca de urna, segundo o desembargador Paulo Tamburini, coordenador do Gabinete Integrado de Segurança. Considerando irregularidades semelhantes, o percentual chegava a quase 90%.
Também foram registrados dois episódios envolvendo eleitores com celulares na cabine e um caso de um homem embriagado que tentou votar antes do horário permitido.
Durante a coletiva, foi incluída no sistema uma ocorrência de lesão corporal em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. “É um desentendimento entre pessoas”, disse Tamburini, ressaltando que o caso ainda era apurado.
Segundo o coordenador, o número de registros era menor que o observado no primeiro turno, considerando o mesmo período da votação.
Mais de 40 mil policiais militares nas ruas
Mais de 40 mil policiais militares foram mobilizados para reforçar a segurança durante a votação e após a divulgação dos resultados, informou a comandante-geral da corporação, coronel Cleide.
A Polícia Civil mantinha 70 delegacias de plantão, com equipes disponíveis para atender ocorrências, segundo a delegada-geral Letícia Gamboge.
O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, informou que a votação ocorria em 13 unidades prisionais. Em uma unidade socioeducativa, o processo já havia sido concluído.
Nas rodovias federais, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) não havia registrado ocorrências de destaque. Segundo o superintendente da corporação em Minas, Fábio Jardim, uma árvore caiu e ocupou parte de uma pista, sem provocar congestionamento. A corporação manteve equipes reforçadas para atuar durante e após o pleito.
Bombeiros atendem ocorrências em Minas
O Corpo de Bombeiros registrou duas capturas de animais silvestres, uma ocorrência de pessoa presa em elevador, em Uberlândia, e um atendimento por mal-estar em Nova Porteirinha, segundo a coronel Amanda Cristina Miranda, representante da corporação no Gabinete Integrado de Segurança.
Em Governador Valadares, uma mulher desmaiou em um local de votação. Em Leopoldina, houve atendimento relacionado a um enxame de insetos.
Também foram registradas quatro quedas de árvores, em Belo Horizonte, Poços de Caldas, Leopoldina e Espírito Santo do Dourado. Parte dos atendimentos ainda estava em andamento durante a coletiva.
Cemig mobiliza 2 mil empregados
Apesar das chuvas fortes no Sul de Minas, o sistema elétrico permanecia sob controle, informou a Cemig. A preparação para as eleições começou seis meses antes, com inspeções na rede, podas de árvores e manutenção preventiva, segundo o vice-presidente de Distribuição, Fernando Braga.
A companhia iniciou o domingo com duas ocorrências relacionadas a pontos de votação. O número chegou a 43 ao longo da manhã e, no momento da coletiva, cerca de 30 ainda estavam em atendimento. Aproximadamente 2 mil empregados foram mobilizados para a operação.
Ministério Público fiscaliza votação
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) mobilizou 304 promotores eleitorais para acompanhar o pleito. Segundo Vinícius Bigonha Cancela Morais de Melo, coordenador do Centro de Apoio Eleitoral, não havia relatos de ocorrências de maior gravidade encaminhados pelos promotores até a coletiva.
Ao encerrar o balanço, o presidente do TRE-MG destacou o número de registros diante dos mais de 16 milhões de mineiros aptos a votar.
“Hoje, com mais de 16 milhões de pessoas em condições de votar, as ocorrências são inferiores a um domingo normal”, afirmou.
O tribunal previa concluir a apuração dos votos no estado o mais rapidamente possível após o encerramento da votação, às 17h.
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