Força-tarefa na mata

Buscas pela menina autista de 4 anos desaparecida em Minas entram no 3º dia

Alice Maciel Lacerda Lisboa foi vista pela última vez na quinta-feira; ela estava no sítio da avó

Leandro Alves*
@leandroalves04
Publicado em 31/01/2026 às 09:25.Atualizado em 31/01/2026 às 12:33.

A força-tarefa em busca da menina autista não verbal Alice Maciel Lacerda Lisboa, de 4 anos, que desapareceu na quinta-feira (29), foi retomada neste sábado (31). É o terceiro dia de trabalhos na zona rural de Jeceaba, região Central de Minas. Militares do Corpo de Bombeiros, PM, familiares e voluntários participam da ação. 

Segundo os Bombeiros, 12 guarnições atuam de forma ininterrupta na região. De acordo com relato da família à polícia, a criança estava sob os cuidados da avó enquanto a mãe trabalhava. Conforme os depoimentos, a menina brincava no quintal de um sítio no distrito de Bituri. A avó teria se ausentado por instantes. Ao retornar, Alice não foi mais localizada.

A família ainda destacou que o local é cercado por cerca de 3 hectares de mata e não possui vizinhos próximos. Militares informaram que a operação conta com o uso de tecnologia, incluindo drones equipados com câmeras térmicas, para tentar localizar a menina em áreas de difícil acesso.

No entanto, os Bombeiros ressaltaram que a leitura de calor das câmeras é dificultada pela topografia acidentada da região, que tem encostas íngremes e matas fechadas.

Veja detalhes da operação em busca de Alice

  • Exploração de perímetros: ampliação do raio de busca para além da área de mata inicial.
  • Cães de faro: uso de animais treinados para odores específicos (rastreamento de itens da criança) e odores genéricos.
  • Posto de Comando: acompanhamento em tempo real para a família sobre cada etapa executada e os novos locais de varredura.

As buscas seguem concentradas entre a zona de mata e a estrada próxima à residência da avó, onde o último ponto de avistamento foi registrado.

Informações que ajudem a localizar Alice podem ser repassadas à Polícia Militar pelo telefone 190, ou à Polícia Civil pelo 0800-2828 197, 197, 181, ou Corpo de Bombeiros no 193.

Estagiário, sob a supervisão de Renato Fonseca

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