INVERNO OU VERÃO?

Calorão em BH dá trégua, mas volta na quinta-feira (13) com força total

Tempo pode ficar até nublado nesta terça-feira (11), indica a previsão do tempo

Gabriela de Castro*
gabriela.castro@hojeemdia.com.br
Publicado em 11/08/2026 às 07:00.
 (Maurício Vieira/Arquivo Hoje em Dia)
(Maurício Vieira/Arquivo Hoje em Dia)

Após registrar 34,5°C no domingo (9) e 34,5°C nesta segunda-feira (10) -  segunda e terceira maiores temperaturas do ano em pleno inverno -, Belo Horizonte deve ter um alívio no calorão, com possibilidade até de tempo nublado. No entanto, o refresco não vai durar muito: apenas 48 horas. É o que mostra a previsão do tempo. 

Veja como fica a previsão nos próximos dias em BH

Terça-feira (11)
Mínima: 17°C
Máxima: 25°C
Umidade mínima: 50 %

Quarta-feira (12)
Mínima: 15°C
Máxima: 28°C
Umidade mínima: 35%

Quinta-feira (13)
Mínima: 14°C
Máxima: 30°C
Umidade mínima: 20%

Segundo o meteorologista Lizandro Gemiacki, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a partir de quinta, a nebulosidade diminui e os termômetros de BH devem voltar a superar os 30°C. “Então, a tendência é que no fim de semana a gente tenha a volta dessas temperaturas mais elevadas e das umidades mais baixas”, diz o meteorologista.

Massa de ar quente e El Niño

De acordo com Lizandro, o calor extremo é provocado por uma massa de ar quente e seco, que ganha força com a passagem das frentes frias pelo litoral do país. “Quando isso acontece, o vento na região Central do Brasil transporta muito calor, provocando esses índices críticos de umidade relativa do ar e também de temperaturas mais elevadas”, explica.

Para o meteorologista, os fenômenos são intensificados pelo efeito do El Niño na região, além do impacto das mudanças climáticas. “Isso tudo amplifica esses eventos mais extremos, que causaram essa maior temperatura de agosto já registrada na história de Belo Horizonte”, afirma Lizandro.

Tempo seco também preocupa

Além das altas temperaturas em pleno inverno, BH enfrenta também o tempo seco. Nesta segunda-feira, a umidade relativa do ar despencou para 16%. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera situação de alerta quando a umidade relativa do ar fica abaixo de 30%.

Os índices podem provocar desconforto nos olhos, boca e nariz, além de ressecamento da pele e dores de cabeça. Medidas são necessárias para diminuir os impactos à saúde. Médicos reforçam que não basta só se hidratar, é preciso evitar a exposição entre 10h e 16h, usar roupas leves e priorizar ambientes ventilados.

Confira mais recomendações da Defesa Civil para enfrentar o calor e a baixa umidade

  • Hidrate-se durante o dia;     
  • Prefira alimentos leves e frescos, como saladas, frutas, carnes grelhadas;   
  • Evite frituras;     
  • Durma em local arejado e umedecido por aparelhos específicos ou coloque uma bacia com água no quarto;     
  • Evite atividades físicas ao ar livre e exposição ao sol entre as 10 e as 17 horas;     
  • Evite banhos com água muito quente, para não potencializar o ressecamento da pele. Se necessário, use hidratante;     
  • Em caso de problemas respiratórios, procure um especialista;    
  • Não provoque queimadas

*Estagiária, sob supervisão de Renato Fonseca

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