Nesta quinta-feira

Câmara de BH vota proposta que permite modelo cívico-militar em escolas particulares

Projeto de Lei tem como objetivo criar um “ambiente escolar que una a formação acadêmica tradicional a valores como responsabilidade social e espírito público”

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 05/02/2026 às 09:18.Atualizado em 05/02/2026 às 09:29.
Texto deve ser votado a partir de 15h no Plenário Amynthas de Barros (Cláudio Rabelo/ CMBH)
Texto deve ser votado a partir de 15h no Plenário Amynthas de Barros (Cláudio Rabelo/ CMBH)

Os vereadores de Belo Horizonte decidem, nesta quinta-feira (5), se as escolas particulares da capital mineira poderão adotar o modelo de ensino cívico-militar. O Projeto de Lei abre a possibilidade para que instituições privadas escolham integrar “práticas de disciplina e civismo” ao currículo escolar, sob supervisão de autoridades educacionais competentes. 

A proposta, de autoria dos vereadores Sargento Jalyson (PL) e Vile Santos (PL) precisa da aprovação da maioria dos parlamentares presentes na sessão para avançar para o 2° turno. O objetivo da medida é criar um ambiente escolar que una a formação acadêmica tradicional a valores como responsabilidade social e espírito público. Segundo o texto, as escolas que optarem por esse caminho deverão manter suas obrigações legais em dia e apresentar um plano pedagógico específico que contemple essas diretrizes. 

O projeto também prevê que a Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal possam oferecer suporte consultivo em eventos cerimoniais e orientações sobre disciplina, mas destaca que essa atuação não será permanente nem substituirá o papel dos professores.

Um dos pontos destacados na proposta é a participação das famílias. O texto assegura que os pais e responsáveis tenham o direito de consultar e acompanhar regularmente as práticas adotadas pela escola. 

Além disso, caberá à Prefeitura definir qual secretaria será responsável por avaliar, todos os anos, os impactos e os resultados desse modelo nas instituições que aderirem à mudança. Os autores argumentam que a iniciativa amplia as opções pedagógicas disponíveis para as famílias que valorizam uma formação com maior ênfase no caráter cívico.

A votação no Plenário Amynthas de Barros está marcada para começar às 15h. Caso o projeto não receba emendas e seja aprovado em sua primeira votação, ele estará apto a ser votado em 2º turno.

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