PRA COMBATER PRECONCEITOS

Caminhada para Exu ocupa o Centro de BH neste sábado em celebração às religiões de matriz africana

Primeira edição do evento terá concentração em frente ao Palácio das Artes e seguirá até a Praça 7

Gabriela de Castro*
gabriela.castro@hojeemdia.com.br
Publicado em 30/10/2026 às 20:37.Atualizado em 30/10/2026 às 20:49.
Exus e Pombagiras são entidades das religiões de matriz africanas associadas a abertura de caminhos e à comunicação (Gabriela de Castro/Arquivo pessoal)
Exus e Pombagiras são entidades das religiões de matriz africanas associadas a abertura de caminhos e à comunicação (Gabriela de Castro/Arquivo pessoal)

Exus e Pombagiras, entidades das religiões de matriz africana, receberão homenagens em um evento no Centro de Belo Horizonte. A primeira edição da “Caminhada Para Exu” será neste sábado (31), com concentração às 14h, em frente ao Palácio das Artes. O trajeto até a Praça 7 está previsto para começar às 15h. 

Idealizador do evento e presidente da Associação Cultural Nacional Afro-Brasileira Nacional de Kimbanda, pai Fabrício de Marabô explica que, além de celebrar as entidades, a caminhada pretende levar às ruas informações sobre as religiões de matriz africana. 

O pai de santo conta que, ao contrário da visão preconceituosa que historicamente recai sobre as entidades, os Exus e Pombagiras estão ligados à abertura de caminhos. “Nós não cultuamos o diabo, nós cultuamos a Exú, que é movimento, é a comunicação. Nada melhor do que falar sobre comunicação em um local tão simbólico de movimento, como a Praça 7”, afirma.

Durante a caminhada, estão previstas cantigas e a entrega de um presente à entidade. Segundo pai Fabrício, não haverá incorporações ou atendimentos espirituais durante o percurso, pois esse tipo de manifestação religiosa acontece nos terreiros, espaços próprios para a realização dos rituais. 

A programação também prevê uma homenagem a Exu e Pombagira realizada por um casal selecionado para participar da celebração. “E uma coisa interessante é que o protagonista que vai interpretar Exu não é uma pessoa de religião de matriz africana, mas sim de uma religião cristã que vai prestar essa homenagem através do seu trabalho e da sua arte, da sua cultura”.

*Estagiária, sob supervisão de Renato Fonseca

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