Veja o que se sabe

Causa da morte de criança que engasgou em escola na Grande BH só será confirmada após laudo pericial

Criança de 7 anos passou mal durante a refeição e prefeitura instaurou sindicância para apurar o caso

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 13/08/2026 às 08:22.Atualizado em 13/08/2026 às 09:10.
Aluna de 7 anos que morreu após passar mal durante o almoço em uma escola municipal de Ribeirão das Neves (Reprodução/TV Globo)
Aluna de 7 anos que morreu após passar mal durante o almoço em uma escola municipal de Ribeirão das Neves (Reprodução/TV Globo)

O representante técnico médico de Ribeirão das Neves, William Silva, afirmou que ainda não é possível determinar a causa da morte da criança de 7 anos, que faleceu após engasgar na Escola Municipal Bruna Diniz Patrocínio Alves, no bairro Liberdade, na tarde desta quarta-feira (12). O velório e sepultamento da aluna devem acontecer nesta quinta (13). 

Segundo o médico, apenas o laudo da perícia da Polícia Civil vai apontar a real razão do óbito, uma vez que informações sobre um possível engasgo durante a merenda escolar ainda são tratadas como especulação.

"Um incidente ocorreu no período em que a criança estava na escola. E a gente não sabe se foi engasgo, a gente vai aguardar o laudo pericial da polícia. O fato é que aconteceu esse incidente durante o período de alimentação dela", informou.

Durante o atendimento de emergência prestado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), os profissionais realizaram manobras de reanimação por cerca de 40 minutos e chegaram a retirar um pedaço de alimento da via aérea da criança, mas ela não resistiu.

Inicialmente, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) informou ter orientado os funcionários da unidade escolar sobre os procedimentos para desobstrução das vias aéreas enquanto a equipe de socorro estava a caminho.

A menina tinha diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) de nível 1 de suporte. Segundo a secretária municipal de Educação, Dolores Kicila, a estudante não necessitava de um profissional de apoio exclusivo para o momento das refeições.

"Os profissionais de apoio estavam na escola no momento. Essa pessoa que acompanhava ela durante as intervenções estava trabalhando. Foi a pessoa, inclusive, que acionou a unidade de saúde próxima à escola, foi quem correu até o posto de saúde e pediu ajuda. Durante a alimentação, crianças que são assistidas são crianças que necessitam desse apoio. A criança, a Emanuelly, era uma criança independente e autônoma", explicou Dolores.

Em contrapartida, Adrielia Aguiar, amiga da família, denunciou que a ausência de uma acompanhante no momento do incidente contribuiu para a tragédia e acusou a gestão pública de falha no suporte a alunos com deficiência. "A escola deveria ter a obrigação de ter um profissional. Uma criança não vai ter noção do tamanho de coisa que vai comer ou não. Foi erro da Secretaria de Educação, por falta desse apoio", denunciou. 

Diante do ocorrido, a Prefeitura de Ribeirão das Neves informou que abriu um processo de sindicância administrativa para apurar os fatos internamente e que presta assistência aos familiares da vítima. A administração municipal e a Secretaria de Educação declararam que aguardam a conclusão das investigações oficiais para esclarecer as circunstâncias do caso.

Veja o que se sabe:

O ocorrido e os primeiros socorros

  • Início do atendimento: A estudante passou mal durante o período de alimentação nesta quarta-feira (12). Funcionários da escola e profissionais de uma unidade de saúde vizinha prestaram os primeiros socorros.
  • Orientação dos bombeiros: O Corpo de Bombeiros recebeu o chamado e instruiu uma profissional do colégio por telefone sobre os procedimentos de desobstrução das vias aéreas.
  • Chegada do Samu: A equipe do Samu levou cerca de 15 minutos para chegar ao local. Os socorristas realizaram manobras de reanimação por 40 minutos e chegaram a retirar um pedaço de alimento da via aérea da criança, mas o óbito foi constatado na escola.

Acompanhamento e denúncias

  • Diagnóstico e suporte: A criança tinha diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) de nível 1 de suporte.
  • Posição da Secretaria de Educação: A secretária de Educação, Dolores Kicila, afirmou que a aluna não necessitava de uma profissional de apoio dedicada para o momento das refeições.
  • Questionamento da família: Adrielia Aguiar, amiga da família de Emanuelly, declarou que a ausência de uma professora de apoio no momento da merenda configurou falha da Prefeitura e da Secretaria de Educação, alegando que o acompanhamento poderia ter evitado a tragédia.

Providências oficiais

  • Sindicância e apoio: A Prefeitura de Ribeirão das Neves informou que abriu um processo de sindicância administrativa para apurar internamente as circunstâncias do fato e declarou estar prestando suporte à família e à comunidade escolar.

O que diz a Polícia Civil

A Polícia Civil informou que, na manhã desta quarta-feira (12), uma criança sofreu um mal súbito após, segundo informações iniciais, se engasgar, em uma escola localizada no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves.

Que peritos e investigadores deslocaram ao local para a adoção das providências cabíveis. O procedimento de Polícia Judiciária será instaurado para apuração das circunstâncias do fato, e que as investigações prosseguem para o devido esclarecimento da ocorrência.

Nota da Prefeitura na íntegra:

“A Prefeitura de Ribeirão das Neves informa, com profundo pesar, o falecimento da estudante Emanuelly Lana Martins Soares, de 7 anos, aluna do 2º ano da Escola Municipal Bruna Diniz Patrocínio Alves, localizada no bairro Liberdade, região do Veneza.

Na manhã desta quarta-feira (12), a estudante apresentou um mal-estar nas dependências da escola. Profissionais da unidade agiram imediatamente, prestando os primeiros socorros e iniciando as manobras de atendimento, enquanto o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado. Profissionais da Estratégia de Saúde da Família (ESF) Liberdade, que fica ao lado da escola, também realizaram o atendimento.

O SAMU chegou ao local em cerca de 15 minutos e as manobras de reanimação foram realizadas por aproximadamente 40 minutos. Apesar de todos os esforços das equipes envolvidas no socorro, infelizmente, a estudante não resistiu evoluindo a óbito.

A Prefeitura ressalta que os profissionais da rede municipal de ensino são capacitados e passam por treinamentos constantes para atuação em situações de emergência e prestação de primeiros socorros.

A Prefeitura lamenta profundamente a perda e se solidariza com os familiares de Emanuelly, seus amigos, colegas, profissionais da escola e toda a comunidade escolar neste momento de imensa dor.

A Prefeitura informa que está prestando o suporte necessário à família e à comunidade escolar e que a Secretária de Educação determinou a abertura de processo de sindicância administrativa para a apuração administrativa dos fatos".

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