
O cantor e compositor Chico Buarque, de 82 anos, acionou a Polícia Civil do Rio de Janeiro após ser alvo de uma ameaça de morte publicada nas redes sociais. O comentário, segundo a denúncia, teria sido feito por um médico com registro ativo no Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG).
A mensagem dizia: “adoraria abreviar a vida deste desgraçado!”. O texto foi publicado na área de comentários de um jornal de São Paulo. A reportagem mostrava Chico pedindo votos para candidatos vinculados ao MST. O caso foi divulgado pela defesa do cantor na última segunda-feira (28).
Representantes do artista, os advogados Maíra Fernandes e João Vicente Tinoco pedem a abertura de um inquérito para identificar e responsabilizar o responsável pela publicação.
“Um indivíduo valeu-se de espaço público para comentários de um dos jornais de maior circulação do país para declarar que ‘adoraria abreviar a vida’ de um homem de 82, em razão de suas posições políticas”, afirmou João Vicente Tinoco.
O comentário foi retirado do ar pelo jornal após a publicação ser considerada contrária às regras de participação do site. A defesa sustenta que manifestações de opinião e críticas são protegidas pela liberdade de expressão, mas afirma que a suposta ameaça ultrapassaria esse limite.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que o caso foi repassado à Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), que “iniciou a investigação e realiza diligências para esclarecer os fatos”.
Em nota, o CRM-MG informou que os Conselhos Regionais de Medicina são “responsáveis, entre outras atribuições, por fiscalizar o médico na sua atuação profissional, disciplinando o exercício da medicina e julgando os casos de infração ética”.
“Eventuais crimes e infrações cometidas por médicos fora do ambiente profissional são apurados pelos órgãos competentes”, diz o comunicado do conselho.
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