Fenômeno climático

'Ciclone bomba': o pior já passou? Veja o que diz a meteorologia

Sistema se formou entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul na última quinta-feira (6)

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 08/08/2026 às 12:33.Atualizado em 08/08/2026 às 12:43.
 (Valéria Marques)
(Valéria Marques)

O ciclone bomba que provoca impactos no Sul do Brasil desde a última quinta-feira (6) já se afastou para o oceano e não exerce mais influência sobre Minas. O sistema colocou parte do Estado sob risco de temporais, com fortes rajadas de vento, raios e possibilidade de granizo. 

Segundo a meteorologista Thais Cortez, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o ciclone perdeu força e deve parar de impactar o país neste domingo (9). O sistema se formou entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul na última quinta-feira (6). 

Vendaval em 222 cidades mineiras

Apesar disso, 222 cidades mineiras estão sob alerta de vendaval neste sábado (8), com previsão de ventos entre 40 km/h e 60 km/h e risco de queda de galhos de árvores. De acordo com Cortez, o vento previsto para Minas não está relacionado ao ciclone. 

“A condição (vendaval) é provocada por uma diferença de pressão atmosférica que favorece o deslocamento de ventos de noroeste. Em Minas, não temos mais influência do ciclone bomba em si”, destacou.

O que é um ciclone bomba? 

O ciclone bomba é um tipo de ciclone extratropical que se intensifica rapidamente. O fenômeno ocorre quando há um encontro entre uma massa de ar muito frio e outra de ar quente, provocando uma queda brusca da pressão atmosférica. 

Para ser considerado um “ciclone bomba”, a pressão do sistema precisa diminuir rapidamente em um intervalo de 24 horas, processo conhecido pelos meteorologistas como ciclogênese explosiva.

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