
Com aporte de R$ 15 milhões, o edital do "Novo Seed" foi oficialmente apresentado nesta sexta-feira (13) durante o evento "Sexta no Parque", realizado no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH Tec). A iniciativa consiste na reformulação do programa estadual para a aceleração de startups.
A meta estabelecida para esta edição é acelerar mais de 250 startups em um único ciclo. O volume é expressivo se comparado ao histórico do programa que, em quase 20 anos de existência sob o modelo anterior, acelerou cerca de 350 empresas.
O subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação de Minas, Lucas Mendes, explicou que a reformulação do programa foi quase integral. Segundo ele, o objetivo central é que o desenvolvimento tecnológico não fique restrito à capital mineira.
"No passado, o Seed foi muito concentrado em Belo Horizonte e executado pelo governo diretamente. Desta vez, entendemos que precisamos descentralizar os recursos, a gestão e as políticas públicas para democratizá-las mais. Agora, os ambientes vão receber os recursos para que possam executar os projetos nas mais variadas regiões de Minas Gerais", afirmou Mendes.
O edital prevê mecanismos de controle para garantir a diversidade regional. De acordo com o subsecretário, o texto traz travas para assegurar projetos em cada uma das mesorregiões do estado, desde que aprovados por comitês de avaliação. A intenção é gerar riqueza e valor em todo o território mineiro, sem que as startups precisem migrar para Belo Horizonte.
Com a nova estrutura, parques tecnológicos, como o BH Tec, e diversas incubadoras mineiras passam a ser os proponentes e executores da aceleração. Para Marco Croco, presidente do BH Tec, essa autonomia financeira e de gestão fortalece as instituições locais e permite um olhar mais apurado sobre as vocações econômicas de cada território.
"Essa chamada é fundamental porque permite que os ambientes de inovação recebam os recursos para selecionar as empresas e fazer o processo de aceleração. Para nós, isso reforça o parque tecnológico e as incubadoras dentro do ecossistema", destacou Croco. Ele ressaltou ainda que a descentralização favorece a especialização e permite uma seleção direcionada, respeitando a vocação de cada ambiente de tecnologia.
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