
O bloco Circuladô retornou à Avenida Afonso Pena, no Centro de Belo Horizonte, neste domingo (8), para realizar o seu desfile oficial no Carnaval de 2026. Sob a regência do músico Di Souza, o cortejo teve início com a interpretação de “Força Estranha”, clássico de Caetano Veloso, mobilizando um contingente de mais de 700 pessoas entre ritmistas e equipe de produção.
O desfile deste ano foi marcado pela diversidade de gêneros musicais e pela presença de nomes de peso no cenário nacional e local. Entre os convidados, a cantora e compositora Mariana Aydar, vencedora de dois prêmios Latin Grammy, trouxe a referência do forró para o asfalto. O palco móvel do bloco também recebeu Celso Moretti, expoente do reggae brasileiro, e o músico Luizga, fundador de grupos como Graveola e Rosa Neon.
A estrutura rítmica do Circuladô foi dividida em três alas de baterias, que se revezam ao longo do percurso com diferentes estilos de percussão. As alas Primavera e Tempestade foram compostas por alunos da escola de percussão do bloco, enquanto a ala Furacão reuniu professores, monitores, ex-alunos e integrantes da Orkestra Percussão Circular.
A coesão do som foi reforçada pela presença de líderes de outros blocos tradicionais da capital, como Matheus Rocha (Chama o Síndico), Tiago Gazinelli (Pisa na Fulô), Pri Glenda (Juventude Bronzeada) e Jeffim Dabazi (Swing Safado).
Além da parte musical, o bloco utiliza o trajeto para realizar três intervenções artísticas focadas em debates públicos. As ações abordaram temas como a preservação da Amazônia, a soberania nacional e a taxação de super-ricos, conectando o entretenimento do Carnaval a questões contemporâneas da política brasileira.
O cronograma do cortejo seguiu o planejamento com concentração iniciada às 12h e saída oficial às 13h. A previsão é que a dispersão ocorra por volta das 18h.
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