Se lembra dela?

Condenada por matar e esquartejar marido, Elize Matsunaga vira motorista de aplicativo

Cássia André
csilva@hojeemdia.com.br
Publicado em 23/02/2023 às 13:29.Atualizado em 23/02/2023 às 13:41.
Elize Matsunaga se cadastrou nas plataformas com o nome de solteira e oferece os serviços através de um Honda Fit (Redes sociais/reprodução)
Elize Matsunaga se cadastrou nas plataformas com o nome de solteira e oferece os serviços através de um Honda Fit (Redes sociais/reprodução)

Condenada por matar e esquartejar o marido, Elize Matsunaga está trabalhando como motorista de aplicativo em Franca, cidade no interior de São Paulo.

A informação foi compartilhada no perfil de Instagram  “Mulheres Assassinas”, cujo moderador é Ulisses Campbell, jornalista e autor dos livros sobre Elize, Flordelis e Suzane von Richthofen.

“Ela trabalha como motorista de aplicativo e sua nota como condutora é 4.80”, comentou Ulisses.

Elize cumpre pena em liberdade condicional. Segundo o jornalista, ela se cadastrou nas plataformas com o nome de solteira: Elize Araújo Giacomini e oferece os serviços em um Honda Fit, que dirige usando óculos escuros e máscara.

Além dos trabalhos como motorista, Elize segue o exemplo da colega de prisão, Suzane von Richthofen (que empreende customizando sandálias), atuando como empresária de um ateliê de costura para pets.

Após receber o direito de cumprir os 16 anos restantes de sua pena em liberdade condicional, Elize comprou um apartamento de dois quartos em Franca, quinta cidade mais segura do país, onde segue atuando como empreendedora e motorista de app.

Relembre o caso

Elize Matsunaga foi condenada, em 2016,  a 19 anos, 11 meses e 1 dia de prisão por matar o marido Marcos Matsunaga, dono da Yoki.

O caso Yoki, como é conhecido o crime, foi um dos mais falados na história do Brasil. O assassinato aconteceu em 2012, e mesmo Eliza confessando o crime assim que o corpo do marido foi identificado, o julgamento só aconteceu em 2016.

A defesa de Eliza sempre alegou que o crime aconteceu devido a casos de infidelidade do empresário. Os dois possuíam licença para porte de armas e estavam enquadrados na categoria CAC (Colecionadores, Atiradores e Caçadores) do Exército Brasileiro. A arma usada por Elize foi uma pistola .380, e seria um presente do marido.

Ela contou que agiu sozinha e acredita veemente que Marcos a traía. Inclusive, ela chegou a obrigar o marido a demitir uma empregada por ciúmes.

O casal se conheceu em um site de prostituição e chegaram a engatar um relacionamento, apesar de Marcos ainda estar casado com a primeira esposa. Para os amigos, os dois tinham uma relação amigável, mas, segundo Eliza, dentro de casa a relação era bem conturbada e repleta de crises de ciúmes.

Eliza revelou ter atirado no marido e o deixou morto por quatro horas, antes de esquartejá-lo. Em seguida, distribuiu os restos mortais de Marcos em malas de viagens e colocou-as num carro, com pretensão de voltar para o Paraná, seu estado natal, mas acabou sendo parada pela PRF e voltou para São Paulo. Ela então resolveu despejar as malas em Cotia, São Paulo, onde acabaram sendo encontradas pela polícia.

Hoje, Eliza cumpre pena em liberdade condicional e sonha com o dia em que vai poder explicar para a filha os “verdadeiros” motivos que a levaram a cometer o crime.

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