
O homem que conduzia a lancha que naufragou e deixou seis mortos no Rio Grande, em Sacramento, no Triângulo Mineiro, na divisa de Minas com São Paulo, não tinha habilitação náutica, de Arrais Amador, conforme informou o Corpo de Bombeiros neste domingo (22).
O documento, emitido pela Marinha do Brasil, é como se fosse uma “CNH dos mares e rios” e autoriza a condução de embarcações de esporte e recreio, como lanchas, veleiros e barcos a motor. O homem está entre as vítimas do acidente.
Conforme informações de populares colhidas pelas autoridades, o grupo de 15 pessoas havia contratado o passeio de barco para o deslocamento entre um bar flutuante e um rancho na região. No entanto, o condutor da embarcação não possuía nenhuma habilitação legal para operar o veículo.
Durante o trajeto noturno, a lancha colidiu contra um píer que, segundo testemunhas, estava com a iluminação apagada, resultando na morte de três mulheres, dois homens e uma criança de 5 anos.
Irregularidades e operação de resgate
Além da falta de habilitação do piloto, o Corpo de Bombeiros constatou que apenas três das seis vítimas fatais utilizavam colete salva-vidas no momento da colisão. Outros nove ocupantes sobreviveram ao impacto, sendo que alguns foram socorridos por moradores e mergulhadores locais antes da chegada das guarnições de Sacramento e Uberaba.
A Capitania dos Portos de Barra Bonita (SP) foi informada sobre o caso e deve instaurar um inquérito para apurar as causas e as infrações administrativas ligadas ao transporte de passageiros por condutor não habilitado. A perícia técnica de Araxá também atuou no local para coletar dados que auxiliarão na investigação criminal e administrativa da tragédia.
Os corpos das vítimas foram encaminhadas para o Instituto Médico Legal de Araxá.