Escoamento de sedimentos

Congonhas registra segundo extravasamento em mina da Vale em menos de 24 horas

Ocorrência foi registrada na mina de Viga, em Congonhas, menos de um dia após o extravasamento da mina de Fábrica

Bernardo Haddad
@_bezao
Publicado em 26/01/2026 às 11:05.Atualizado em 26/01/2026 às 18:22.
Ocorrência foi acompanhada pela Defesa Civil, que constatou o extravasamento de água para o rio Maranhão (Divulgação/ Prefeitura de Congonhas)
Ocorrência foi acompanhada pela Defesa Civil, que constatou o extravasamento de água para o rio Maranhão (Divulgação/ Prefeitura de Congonhas)

Em menos de 24 horas, Congonhas, na região Central de Minas, registrou o segundo extravasamento de água com sedimentos em uma unidade da Vale. Conforme informou a prefeitura da cidade nesta segunda-feira (26), a nova ocorrência foi no domingo (25), na mina de Viga, situada entre as localidades de Plataforma e Esmeril. O caso ocorre logo após o extravasamento registrado na mina de Fábrica, também operada pela mineradora.

Em nota, o Executivo Municipal informou que a água vazou para o rio Maranhão. Não houve bloqueio de vias nem comunidades atingidas. Ninguém se feriu. "A Prefeitura de Congonhas lamenta o ocorrido, especialmente por se tratar da segunda ocorrência em menos de 24 horas".

Nesta segunda, a Defesa Civil permanece no local realizando o monitoramento da situação, enquanto a Secretaria Municipal de Meio Ambiente atua na avaliação dos impactos e na adoção das providências cabíveis. 

Causas de extravasamentos são apuradas

Por nota, a Vale informou os extravasamentos de água foram contidos e que as causas estão sendo apuradas. Conforme a mineradora, as situações não têm relação com as barragens na região, que "seguem sem alterações nas condições de estabilidade e segurança e são monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana". 

A Vale também informou que não houve carreamento de rejeitos de mineração, apenas água com sedimentos (terra). A empresa diz que realiza "periodicamente" ações preventivas de inspeção e manutenção das estruturas, "que são seguras". Ainda conforma a mineradora, os procedimentos são reforçados na temporada de chuva.

Ocorrência na Mina da Fábrica

Nesse domingo, um dique da mineradora Vale extravasou, no distrito de Pires, na divisa entre Ouro Preto e Congonhas, provocando uma inundação de lama no escritório da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que fica próximo à área, segundo informações de moradores da região e funcionários da empresa.

As prefeituras de ambas as cidades enviaram equipes ao local, mesmo não tendo sido notificadas ou acionadas formalmente pela Vale.

A Defesa Civil de Congonhas vistoriou todos os pontos afetados nas empresas Vale e CSN e informou não haver vítimas. O órgão segue monitorando os rios Goiabeiras e Maranhão e afirma que, em ambos os casos, o volume d’água permanece dentro das calhas.

Em nota, a Vale informou que houve um extravasamento de água com sedimentos de uma cava da mina, mas que a comunidade da região não foi afetada. 

Veja a nota da Vale na íntegra

"A Vale esclarece que, na madrugada deste domingo (25), houve extravasamento de água com sedimentos de uma cava da mina de Fábrica, em Ouro Preto (MG). O fluxo alcançou algumas áreas de uma empresa. Pessoas e a comunidade da região não foram afetadas. Como é praxe nessas situações, a Vale já comunicou os órgãos competentes e prioriza a proteção das pessoas, comunidades e meio ambiente. As causas do extravasamento de água estão sendo apuradas.

A Vale reforça que o ocorrido não tem qualquer relação com as barragens da empresa na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana"

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