
A Copasa e a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) assinaram, nessa quarta-feira (25), a renovação do contrato de concessão dos serviços de água e esgoto na capital mineira, com vigência até 2073. O novo acordo é estabelecido três meses após a sanção da lei que autoriza o início do processo de privatização da estatal.
O acordo prevê a continuidade dos investimentos e amplia compromissos operacionais. O chamado aditamento garante a manutenção dos serviços e estabelece diretrizes para obras estruturantes, com foco na universalização do saneamento e na melhoria da qualidade do atendimento.
O que muda com o novo contrato
Segundo o texto, o novo acordo cria condições para planejamento de longo prazo, incluindo:
- ampliação e modernização das redes
- redução de falhas no abastecimento
- melhoria no tratamento de esgoto
- manutenção da tarifa social
O contrato também mantém a regulação pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia de Minas Gerais (Arsae-MG).
Indicadores e metas
Belo Horizonte já apresenta índices elevados de cobertura, com 100% de atendimento de rede de água e cerca de 95% de rede de esgoto. O novo contrato reforça a meta de universalização plena, incluindo a garantia de funcionamento regular dos serviços no dia a dia.
Entre os destaques do acordo está a continuidade de investimentos em projetos ambientais, como a revitalização da Lagoa da Pampulha.
O Hoje em Dia solicitou à Copasa informações sobre possíveis mudanças e impactos no contrato recém-renovado após a privatização da empresa.
A companhia disse que "em respeito às normas que regem o mercado de capitais", não se manifesta sobre cenários relacionados a processos em curso. "Limitando‑se a prestar informações públicas já divulgadas por meio de seus canais oficiais e comunicados ao mercado".
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