ATÉ 2028

Copasa terá que pagar R$ 300 milhões para recuperação de ruas danificadas por obras da empresa em BH

Repasse à PBH será feito em três parcelas de R$ 100 milhões

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 02/09/2026 às 14:45.Atualizado em 02/09/2026 às 20:48.
Conforme a decisão, os recursos devem ser utilizados exclusivamente para as obras de recuperação e manutenção de vias (Copasa/Divulgação)
Conforme a decisão, os recursos devem ser utilizados exclusivamente para as obras de recuperação e manutenção de vias (Copasa/Divulgação)

A Copasa terá de destinar R$ 300 milhões para a recuperação e manutenção de vias danificadas pelas próprias intervenções, em Belo Horizonte. Isso é o que foi definido em um acordo entre a companhia, a prefeitura da capital e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), firmado nessa terça-feira (1º).

Em ação, a Justiça de Minas determinou que a Copasa reparasse as vias em que realizou intervenções e não recompôs o pavimento adequadamente, desde 2010. Com o acordo, a companhia pagará o montante em 3 parcelas, de R$ 100 milhões cada.

A primeira deverá ser repassada até 30 dias após a homologação judicial do acordo. As demais vencerão em 30 de abril de 2027 e 31 de janeiro de 2028, sendo corrigidas anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). 

Conforme a decisão, os recursos devem ser utilizados exclusivamente para as obras de recuperação e manutenção de vias. A resolução ainda determina que a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) deverá manter os investimentos e utilizar o valor pago pela Copasa como aporte adicional. 

De acordo com o Ministério Público, para verificar o cumprimento desta obrigação, será considerada a média das despesas destinadas pelo município nos três exercícios anteriores à assinatura do acordo. Os valores destinados a recapeamento e tapa-buracos serão separados do total. 

Caso a PBH descumpra as obrigações assumidas em reunião, os recursos poderão ser bloqueados pela Justiça mineira. Ainda segundo o MPMG, uma auditoria técnica independente avaliará anualmente - durante cinco anos - pelo menos 20% das intervenções realizadas pela concessionária, com os relatórios sendo encaminhados ao ministério.

Em nota, a Copasa informou que, conforme previsto no Termo de Autocomposição, caberá à prefeitura definir os locais de prioridade para as intervenções, a partir de critérios técnicos e das necessidades identificadas pela gestão municipal. 

“O cronograma das intervenções será estabelecido pela prefeitura, responsável pela definição dos trechos prioritários e pelo planejamento da aplicação dos recursos e a Companhia seguirá atuando de forma integrada com o Município para garantir a implementação das medidas previstas no acordo” declarou a companhia.

Procurada, a Prefeitura de Belo Horizonte não se manifestou até a publicação desta reportagem. 

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